Um projeto de seguimento a Jesus

Pe. Marcus Alexandre Mendes de Andrade, C.M.

“Com efeito, vós todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gl 3,26s). O primeiro ponto diante do qual temos que nos deter é este: há algo no batismo, fonte de todas as vocações, intrinsecamente relacionado com o revestir-se de Cristo. Acima de tudo, e isto a Palavra de Deus nos garante, somos batizados para que o Espírito Santo, que tem como missão nos conformar à pessoa de Jesus, faça-nos parecido com Ele. “A água corresponde ao batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar a sujeira do corpo, mas é o compromisso de uma boa consciência para com Deus” (1Pd 3,21).

Fato notável no batismo é sua intenção de nos configurar a Jesus, de tornar nossa consciência semelhante à de Jesus, da qual decorre comungar de seus ideais, de suas propostas e de seus sonhos. Ser batizado é, então, vivenciar e possibilitar a utopia de Jesus, que é a concretização do Reino, das promessas contidas na Palavra, que, para São Vicente,“nunca engana” (RC II,1), “sempre é verdadeira” (ES IX,670).

Falando em São Vicente, que também refletiu sobre essa espiritualidade batismal, podemos lembrar seu ensinamento: “Quando se diz que o Espírito Santo atua nessas pessoas, se quer dizer que este Espírito, ao habitar nelas lhes dá as mesmas inclinações e disposições que Jesus Cristo tinha na terra” (ES XI,411).

E o Espírito Santo que agia em São Vicente e age hoje em nós, Família Vicentina, fez com que ele olhasse para Jesus e fixasse seu olhar na prática e nos ensinamentos do Filho de Deus encarnado. Assim, São Vicente encarnou com todo fervor as palavras do Salmo: “Para ti levanto os olhos, para ti que habitas os céus. Sim, como os olhos dos escravos estão voltados para as mãos de seu senhor, como os olhos da escrava se dirigem para as mãos de sua senhora, assim nossos olhos estão fixos no Senhor, nosso Deus, até que tenha piedade de nós” (Sl 123/122,1s). Olhar para Jesus é perceber um novo estilo de vida, novas concepções e novas exigências para nossa vivência diária. Percebendo isso, São Vicente pôde delinear um projeto de vida para si e para as comunidades que o seguiam, isto é, para a Família Vicentina nascente: “Nós temos que fazer o mesmo: caminhar sempre de virtude em virtude e trabalhar cada vez melhor em nossa perfeição sem nunca dizer basta!” (ES IX, 844).

Caminhemos, então, por esta trilha das virtudes vicentinas e sigamos o Senhor com Vicente de Paulo!

I. Simplicidade

Para se configurar a Jesus, a primeira dica de São Vicente, como primeira de todas as virtudes, é a simplicidade, ou seja, a integridade de vida. Por ela, o homem “fala de acordo com o que leva no coração” (ES XI,462). Essa virtude está intrinsecamente ligada à coerência ética, pois “consiste em dizer as coisas como elas são sentidas no coração. Tudo, além disso, é duplicidade, aparência, falsidade” (ES XI,463s). Neste sentido, podemos dizer que a simplicidade existe quando a mente, o coração e as mãos convergem, isto é, quando nossos pensamentos, desejos e ações estão unidos e harmonizados.

A falsidade pode destruir nossa Família Vicentina. Em São Vicente, é impensável querer uma coisa e não praticá-la ou, por outro lado, praticar algo em que não se acredita, falar algo sem convicção ou agindo de forma totalmente diferente. Com a virtude da simplicidade, São Vicente quer que nosso testemunho seja verdadeiramente cristão, que nossas palavras reflitam nossas atitudes e nossos pensamentos. E, principalmente, que nossas práticas, nosso dia-a-dia, sejam de acordo com nossa pregação, com o que falamos e com o que rezamos.

A simplicidade está na linha da pureza de coração (cf. Mt 5,8), ou seja, da verdade de intenção. O simples não engana seu próximo, não usa máscaras nem subterfúgios, pois sabe e demonstra claramente a verdade de suas intenções, não usando da duplicidade de vida para se beneficiar às custas do outro e da imagem que cria de si para os que com ele convivem. Assim, a simplicidade vicentina vem de encontro a toda astúcia humana, já que somos muito propensos a centralizar, mesmo sutilmente, o mundo em nós. “Quando falamos, temos que o fazer com toda simplicidade e nunca com duplo sentido, nem em próprio proveito, nem para atrair alguém para nosso partido, nem em próprio louvor ou vantagem”(ES XI,465)

Assim dizendo, São Vicente deixa um gancho para situarmos a segunda das virtudes que nos configuram à pessoa de Jesus.

II. Humildade

São Vicente sem titubear derruba os planos que armamos para derrubar os outros a fim de subirmos no pódio da vida. O orgulho, fonte de todo pecado, de toda separação e ostentação, deve ser vencido, para São Vicente, pela virtude da humildade.

E como somos pouco humildes! “Acusa as demais de dureza e de faltas contra a caridade e não se dá conta de que ela não busca mais que sua própria satisfação” (ES IX,801). Se fosse possível colocaríamos todo o mundo que nos circunda a nossos pés nos servindo… Queremos sempre ser atendidos em nossos desejos… Reclamamos, como diz São Vicente, quando não nos atendem…

Isso acontece com muita clareza em nossos trabalhos e obras, pois pensamos que nossa vontade é sempre a melhor e por isso forçamos para que seja concretizada. Neste sentido, podemos situar a chamada “burguesia vicentina”, formada por um grupo seleto que, em todos os ramos de nossa Família, domina, subjugando os outros membros e desconsiderando a capacidade que eles têm de contribuir para o desenvolvimento de nossos trabalhos. Tal “burguesia”, cheia de privilégios, não divide seu poder, ou melhor, não o torna serviço partilhado e em vista do bem comum. Hoje nos deparamos com um pequeno grupo, por demais sobrecarregado, que, no entanto, não aceita dividir as funções, não acolhe o dom do outro, não abre espaço para as novas gerações e, com isso, deterioram nossas obras, fazendo com que não correspondam mais aos apelos do tempo presente.

Esta é, de fato, uma compreensão egocêntrica da obra vicentina, pois faz com que tudo e todos se voltem para seu bel-prazer, para seu próprio serviço. E como gostamos desse palanque! Como falamos bem de nós mesmos, desconsiderando o outro e seus valores! Tal atitude é exatamente oposta à humildade. “Isto é humildade: falar sempre bem dos demais e nunca de si mesmo!” (ES IX,945).

Neste ponto, São Vicente propõe a humildade como sinal profético diante do mundo, do mundo de dominação, exploração e subjugação dos pequenos. Voltando-se para Jesus, São Vicente necessariamente tem que olhar para os irmãos, e isso como amigo, companheiro, como quem está no mesmo nível humano. “Vós sabeis: os governadores das nações têm poder sobre elas e os grandes têm autoridade sobre elas. Entre vós não deve ser assim: quem quiser ser grande seja o servidor de todos” (Mt 20,25s).

A humildade é, pois, sinal profético porque nos coloca em outra lógica, diferente da lógica do mundo. Só a humildade pode, assim, edificar a humanidade, pois, onde há opressão e distância entre os seres humanos, é impossível formar-se como gente.

Como Família Vicentina, nossa grande obrigação carismática é o cultivo de tal virtude: não cabe a nós repetir em nosso meio as estruturas injustas e opressoras da sociedade. Enquanto o neoliberalismo econômico grita aos quatro cantos a importância do domínio dos grandes sobre os pequenos, nossa atitude deve ser sempre a do serviço e a da valorização do outro. Se não descermos de nosso pódio, de nosso trono, nunca ouviremos nem conviveremos em paz com os que nos são mais próximos. Nunca ouviremos também o grito angustiado dos pobres que nos esperam. Tal percepção só acontecerá quando fizermos decididamente o processo de rebaixamento do próprio Jesus. Se o próprio Deus quis ser homem, por que queremos ser deuses ou, pelo menos, tratados como deuses? Essa nossa orgulhosa atitude de engrandecimento vai diretamente contra o projeto de Jesus, que nasceu pobre e na periferia do mundo.

E aqueles que são liderança na Igreja devem estar muito mais atentos, porque, no dizer de São Vicente, é nesse campo que somos mais tentados: “Observai bem isso, porque é onde naufragam as pessoas mais espirituais. Buscam em sua devoção seu gosto e sua satisfação: na confissão, na sagrada comunhão, em suas orações, em suas conversas espirituais; em uma palavra, buscam-se a si mesmas em todas as coisas” (ES IX,762).

III. Mansidão

A mansidão está na linha do deixar ser tocado e São Vicente recomenda essa virtude a seus companheiros: “A mansidão! A mansidão! Que virtude tão bela!” (ES XI,473). Num primeiro momento, a mansidão é a virtude que nos faz cuidar de nossos próprios sentimentos, faz com que não sejamos violentos com nós mesmos. “O primeiro ato da mansidão consiste em reprimir os movimentos da cólera, as chamas desse fogo que sobem até o rosto, que perturbam a alma e fazem com que alguém não seja mais o que era. (…) O que a possui não deixa, entretanto, de sentir esses movimentos, mas se mantém firme, para não se deixar levar por eles”  (ES XI,475).

Muitas pessoas buscam apenas a anulação de seus próprios sentimentos e emoções. Ora, esse não é um caminho que humaniza (e, diga-se de passagem, não é possível). A virtude da mansidão nos ensina que todos os sentimentos, paixões e desejos que temos devem ser cuidados. Nossa atitude não deve ser a de guerra interior, mas sim de diálogo e compreensão de nós mesmos.

Tal atitude leva-nos ao amadurecimento humano e nos constrói como seres pessoais e também sociais. Aquele que se dá bem com suas próprias dimensões interiores, que está harmonizado em sua interioridade, transborda essa harmonia interior para aqueles que estão ao seu lado. “Necessita-se de um aspecto e um rosto agradáveis, para que ninguém se assuste conosco” (ES XI,478). São Vicente intui claramente que a mansidão, dando a nós serenidade e harmonia interior, faz de nós pessoas agradáveis, afetivas, carinhosas, voltadas para a escuta e a partilha.

A mansidão, portanto, tem esta dupla perspectiva: não-violência conosco e não-violência com o outro. No momento em que ela nos faz acolher o outro como ele é, a mansidão nos coloca na perspectiva da fraternidade humana. Deixar o outro nos tocar, no entanto, exige de nós uma atitude efetiva de proximidade e delicadeza para com sua pessoa. Esse movimento de encontro com o outro, imprescindível na vivência da mansidão, é bem explicitado por Vital Didonet em sua poesia Para você me educar:

“Para você me educar/ você precisa me conhecer, / precisa saber da minha vida, /  meu modo de viver e sobreviver; / conhecer a fundo as coisas / nas quais creio e às quais me agarro / nos momentos de solidão, desespero, sofrimento.

Para você me educar / precisa saber e entender / as verdades, pessoas e fatos / aos quais atribuo forças superiores às minhas / e aos quais me entrego /  quando preciso ir além de mim mesmo.

Para você me educar / precisa compreender / a cultura do contexto /  em que se dá meu crescimento. / Pois suas linhas de força / são as minhas energias. / Suas crenças e expectativas são as que passam a construir / o meu credo e as minhas esperanças (…)”

Essa poesia é emblemática para nossa reflexão porque não é só para educar uma pessoa que se precisa conhecê-la. Para qualquer tipo de relacionamento, dos internos (aqueles vividos entre nós da Família Vicentina) aos externos (da Família Vicentina em contato com os pobres) torna-se imprescindível o conhecimento do mundo pessoal de cada um, das convicções, de suas imagens e ideais, enfim, de todas as experiências que formam sua existência.

Ligando a virtude da mansidão à da humildade, podemos situar aqui a perspectiva do serviço aos pobres. Muitos olham para eles das alturas de seu status social e/ou religioso, numa postura de distância e impessoalidade. Ora, tal atitude não edifica nem promove a dignidade do pobre. Nossa atitude, ao contrário, deve ser a de nos elevarmos até a altura do pobre, pois ele é gente (explorada, mas gente), humano e digno de todo respeito e consideração.

Se não tivermos essa atitude diante do pobre nenhum de nossos serviços lhe será útil e eficaz. O próprio São Vicente atesta isso, dizendo que, enquanto se manteve afastado e em posição superior, sem proximidade e delicadeza diante dos pobres, nada realizou. “Quando, em alguma ocasião, a eles falei secamente, tudo se perdeu. Ao contrário, (…) quando me compadeci de seus sofrimentos (…), quando beijei suas correntes, quando partilhei suas dores e mostrei aflição por suas desgraças, foi então que me escutaram, deram glória a Deus e se puseram em estado de salvação” (ES IV,54s).

São Vicente tinha claro: só a mansidão constrói o homem novo, só ela eleva a condição humana, pois ela é, necessariamente, valorização incondicional do outro, de sua vida e de sua forma de existir. A nós, Família Vicentina, cabe assumir este compromisso: ir ao encontro do pobre, não de maneira autoritária, sobre nosso pódio, mas de maneira unicamente misericordiosa, próxima e sincera.

IV. Mortificação

“O sinal para conhecer se alguém segue Nosso Senhor é ver se se mortifica continuamente” (ES XI,523). Seguir Jesus Cristo é ter uma vida constantemente mortificada, ou seja, uma vida autêntica a partir das opções que fazemos, opções estas que são decorrentes do seguimento a Jesus.

Quem disse que a vida do cristão é light? Em tempos de política e economia light, comida light e vida light, muitos começam a pensar e vivenciar um Cristianismo light, no qual não se encontra espaço para o questionamento pessoal e a inquietação decorrente da Palavra de Deus e dos sinais dos tempos.

Em vez de se vivenciar um Cristianismo em cujo centro estão a Palavra e a Eucaristia (fontes vivificantes do mundo novo e transparência do projeto de Deus), coloca-se no centro as vontades humanas e o relativismo próprio de nossos tempos. Num dado momento, começou-se a pensar que é possível ser cristão e viver no subjetivismo exacerbado, pensando só em si e sem nenhuma relação com o outro. Pensou-se, ainda, que não há nenhum problema em ser cristão e ignorar ou não lutar pelos direitos fundamentais da pessoa humana, assim como se pensou ser possível estar no Cristianismo e não criar relações profundas de valorização do outro e de respeito diante de sua dignidade. Ora, fazer opção pelo Cristianismo exige claras atitudes éticas diante de si mesmo, do outro e do mundo.

A virtude da mortificação é importante, portanto, para autenticar, garantir e estimular a vivência evangélica a que somos chamados pelo batismo. Os tempos atuais não aceitam certos desconfortos éticos, provenientes dos questionamentos e inquietações próprias do seguimento a Jesus.

Para ficar apenas no campo das virtudes, podemos aqui ver a necessidade da mortificação para que as outras se mantenham firmes. Sem a mortificação, nossos interesses pessoais se colocarão acima do bem social, do bem dos outros e da harmonia do universo. Sem a mortificação, trocaremos a simplicidade pela falsidade das atitudes. Falaremos do que não vivemos, sem ao menos nos preocuparmos com essa duplicidade de caráter. Sem a mortificação faremos do outro objeto de nossa satisfação pessoal e não nos preocuparemos em conhecê-lo em sua integridade e em seu mundo.

A virtude da mortificação, portanto, faz de nós homens e mulheres verdadeiramente de Deus, comprometidos com o próximo e com a construção de seu Reino. E, por que assim nos forma, possibilita-nos o trabalho vicentino, que é um constante desinstalar-se, um movimento constante de nosso próprio mundo para o mundo do outro. “Quando vamos a uma missão, não sabemos onde vamos ficar, nem o que faremos. Encontramo-nos com coisas muito distintas das que esperávamos e a Providência muitas vezes joga por terra todos os nossos planos”  (ES XI,590).

A mortificação é, pois, importante pela própria especificidade de nosso trabalho. O mundo dos pobres é um constante improviso. Como eles nada têm, nem mesmo esperança e, conseqüentemente, projeto de vida, todos os nossos trabalhos devem contar com essa realidade. Se não tivermos disposição interior para nos adequar ao mundo deles, nosso apostolado em nada resultará.

Para a aproximação com os pobres (característica própria da virtude da mansidão), a mortificação é vivamente necessária. Se não mortificarmos nossa superioridade, não conseguiremos nos aproximar dos pobres de igual para igual. Mesmo sendo agentes externos a seu mundo, só na proximidade estaremos cooperando com seu processo de libertação.

No que se refere a nossa vida fraterna, a nossos grupos e trabalhos comuns, a mortificação também é importante.“Se não temos o espírito de mortificação, como poderemos viver juntos?” (ES XI,590). Aqui cabe dizer: se não nos mortificarmos um pouco, se não admitirmos o outro e suas idéias, como seremos verdadeiramente vicentinos? Como semearemos o Reino, se ele é um projeto para ser vivido em comunidade?

V. Zelo

Finalmente, a coroa de todas as virtudes: o zelo, ou seja, o incansável desejo de servir e propagar o amor. O zelo é o fogo que arde no coração dos filhos de Deus que seguem Jesus na sinceridade de seus corações. É a sarça que queimava no coração de Moisés (cf. Êx 3,2) e de São Vicente e os inquietava, tirando seu sossego existencial. “Alguém poderia, talvez, dispensar-se pela idade. No que se refere a mim, apesar de minha idade [63 anos], diante de Deus não me sinto dispensado da obrigação que tenho de trabalhar pela salvação dessas pobres gentes. Quem me poderá impedir? Se não posso pregar todos os dias, bem, farei apenas duas vezes por semana; se não posso subir nos grandes púlpitos, tentarei subir nos pequenos; e se não me ouvem estando nos pequenos, nada me impedirá de falar familiar e amigavelmente com essa boa gente, da mesma forma que faço agora, fazendo que se ponham ao redor de mim, como estais agora” (ES XI,57).

Assim como em São Vicente, o zelo nos disponibiliza para a prática do bem e das demais virtudes, pois ele não deixa que o esforço diário nos canse, ele não nos deixa desanimar, fazendo com que sempre acreditemos que o Reino pode acontecer efetivamente em nosso meio.

Zelo é ir ao encontro do outro, impulsionado unicamente pelo Espírito Santo, não por nossos próprios interesses. Zelo é, como diz São Vicente, “estender o Reino de Deus, é ser agradável ao Senhor e útil ao próximo. É  vivenciar o que há de mais puro no amor de Deus” (ES XI,590). Zelo é não conter em si a graça do amor de Deus e, por isso, ter um só desejo: levá-lo, a Ele e seu projeto, a toda parte.
Nesta atitude de configuração à pessoa de Jesus a partir das virtudes vicentinas, especialmente o zelo, sigamos o conselho de São Paulo: “Não esmoreçamos na prática do bem, pois no devido tempo colheremos o fruto, se não desanimarmos” (Gl 6,9). Nesta mesma perspectiva, canta Dom Hélder Câmara: “Bem-aventurados os que sonham, pois levarão esperança a muitos corações e correrão o doce risco de ver seu sonho realizado”. Sim, sonhemos e não esmoreçamos! Nossa decisão convicta e nosso esforço de Família Vicentina não serão em vão. Caminhemos de virtude em virtude, no firme propósito de seguirmos Jesus e, certamente, todos os nossos sonhos se realizarão. Afinal, quem sonha seguindo Jesus, buscando configurar-se a Ele, sonha seus próprios sonhos!