Quero agradecer 1º a Deus, pois sem Ele nada somos. Acredito que este momento não seja considerado como uma despedida definitiva e sim como um até breve.
Sabemos da grandiosa importância do curso em nossas vidas por isso é preciso estarmos alegres. E de uma forma ou de outra estaremos ligados à equipe ministrante do curso, pois além de todo aprendizado adquirido há também a conquista da amizade entre todos os envolvidos. Vocês serão nossos eternos amigos e amigas. E como existem vários tipos de amigos podemos estar comparando-os como uma árvore (a árvore de amigos), onde cada folha dessa árvore caracteriza um deles. Aqueles que estão sempre por perto, aqueles que fazem parte do nosso dia-a-dia, aqueles que estão mais distantes, como os galhos mais altos, mas sempre ligados uns aos outros. É como nós que estaremos ligados pelo amor, carinho e afeto que foi conquistado no decorrer desses 5 anos. Digo que valeu amigos e amigas.
Agradeço ao prefeito C. Caraíbas e toda sua equipe, a paróquia e a todos da Província por essa parceria tão relevante para a educação de Serra do Ramalho.
Desejo a cada um de vocês, folhas de minha árvore, paz, saúde, sucesso, prosperidade, hoje e sempre… simplesmente porque como diz Gogoia: cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Um abraço em todas e em todos e, em especial, a profª Vera que não se faz presente, mas quero que saiba que marcou a minha vida pessoal e profissional.

Obrigada,
Fátima.
Serra do Ramalho, julho de 2010.

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Prezados amigos e Querida Marisa,
Suas palavras são muito verdadeiras. Todos nós temos muito a agradecer o convívio, as aprendizagens e o crescimento pessoal e profissional que o CPF nos oportunizou. Vários fatores contribuiram para o plantio desta plantinha que se chama EDUCAÇÃO, através da construção do Projeto Pedagógico da rede municipal de Serra do Ramalho. Vale ressaltar, que a existência de um projeto CPF escrito, planejado e executado com todo o cuidado e zelo, concorreu, e muito, para que trilhássemos o caminho sabendo onde e como chegar. Este fato, acredito, nos oportunizou chegar… E chegamos onde foi possível chegar! Tb estou mto feliz com a conclusão desta etapa e em ter convivido e conhecido tantas pessoas/profissionais bacanas.
Bjs
Elazir

O laço e o abraço
Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas?
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando… devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso…
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.

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Queridos colegas do CPF
Cada momento na nossa vida é especial, é aprendizagem, e conviver com vocês estes dias foi de grande importância na minha vida profissional e como ser humano. Ver e sentir a doação e o amor de vocês de forma tão intensa me fez crescer ainda mais como pessoa.
Me lembro de um texto que diz o seguinte:

A VIAGEM

Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante quando bem interpretada. Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques…
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor, e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoas tomam este trem a passeio. Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitas descem e deixam saudades eternas. Outras viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não poderemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E certamente alguém nos entenderá.
O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixa feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade… Quem entrará? Quem sairá?
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.
Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, tem a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.

Agradeço muito por vocês fazerem parte da minha viagem e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza o vagão é o mesmo. E com estas palavars me despeço na certeza de que ainda nao desceremos deste trem tão cedo, pois sei que ainda temos muito a aprender e a acrescentar entre nós e entre todos que estiverem sendo agraciados desta obra tão linda que é o Projeto CPF.
Um enorme beijo com muito carinho
Heliomar Carvalhaes

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Queridos amigos,

“O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver.” (Sigmund Freud)

Quão feliz eu estou pela oportunidade de participar da história do CPF em Serra do Ramalho, agradecer de coração é o que posso fazer.
Viver, preparar e construir esse projeto juntos foi algo extremamente significante em minha vida. Fazer parte desse grupo que vai além de um aglomerado de pessoas é um grande desafio e motivo de muito orgulho para aqueles que querem construir relacionamentos produtivos com suas famílias, seus amigos, seus colegas de trabalho, seus alunos, seus companheiros que professam a mesma fé. Sabemos que o crescimento do ser humano não acontece somente em termos de um encontro com objetos inanimados, com verdades abstratas, mas por mediações emocionais e afetivas, além de vitais e corporais. Nestas, as matrizes inicialmente adquiridas se revelam fundamentais e, às vezes em casos extremos, também determinantes para operar segundo as modalidades cognitivas, volitivo-morais e também espirituais da pessoa toda.
Projeto esse que foi causado em decorrência das peculiaridades da situação em que se encontrava a educação em Serra do Ramalho/BA; município erguido em área especial de colonização, de fins agrícolas; constituído por agrovilas e povoados, com histórico da carência de desenvolvimento de projetos educacionais compatíveis com o seu contexto de escassez de recursos humanos, materiais e financeiros para atender à demanda da educação, bem como as dificuldades encontradas pela Secretaria Municipal de Educação construir Projeto Político Pedagógico executável e para efetivar intervenções viáveis no que diz respeito à formação dos professores e melhoria qualitativa da educação no município. O querer, o desejar, o lutar pela construção de um projeto significativo e efetivo fez com que PBCM (Província Brasileira da Congregação da Missão), Colégio São Vicente (CSV) do Rio de Janeiro/RJ, Paróquia São José Operário de Serra do Ramalho/BA, Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal Educação de Serra do Ramalho/BA possibilitaram que tal projeto fosse adquirindo consistência gradualmente. Para promover um ambiente de ensino agradável e harmônico e que contribua para um mundo justo e digno para todos, fez-se necessário contribuir na formação de uma escola que buscasse desenvolver um trabalho integrado à realidade, ou seja, contextualizado e expressivo, no qual, o seu foco principal é o aluno, visando assim, uma educação que tenha como alicerce o respeito, a cultura e a valorização humana. Somado com um trabalho em equipe, onde professores e alunos, enfim, toda comunidade escolar trabalhe juntos em prol de uma aprendizagem significativa e eficiente.
Nossa principal proposta de trabalho foi apresentar algumas ferramentas como dispositivo para a construção e o desenvolvimento de projetos consistentes, produtivos e frutíferos. O trabalho preocupou-se em oferecer instrumental capaz de desencadear nos grupos vivências valiosas, que os levassem a conscientizar sua dinâmica interna, a desenvolver melhores padrões de comunicação e cooperação, de maneira que cada integrante pudesse crescer dentro do grupo, e o grupo como tal poderá transformar o ambiente, mediante promoção das pessoas ligadas a ele. Nesses cinco anos de trabalho integrado, organizados em dez módulos, tratamos de desconstruir conceitos que fragmentam, isolam e reduzem a realidade, reforçamos as construções de conhecimentos para que se concretizem em ações que acolha, inclua e respeite cada pessoa. Buscamos nos entrelugares, entre os enunciados e os processos de enunciação, nos interstícios entre os educadores, e o modo de manifestarem sua ação pedagógica, as potencialidades de ampliação e constituição de novos saberes e suas possíveis aplicações.
Nenhuma conquista humana traz a marca da garantia de absoluta validade e de indefectibilidade. Sabemos que a fragilidade humana com as suas várias manifestações individuais, familiares, comunitárias, sociais e culturais, envolve significados e valores. O CPF trouxe muitas aprendizagens, acredito que possamos aplicar as lições vividas, crescer, ter muitos sucessos e felicidades. Sinto que cada instante que estivemos juntos foram intensos, densos e repletos de conquistas pessoais e coletivas. Obrigada por tudo: PBCM, CSVP, padres e professores de Serra do Ramalho, amigos voluntários do CPF.

Se nos forem dados uns poucos de anos a mais de trabalho tranquilo, certamente haveremos de deixar alguma coisa que justifique a nossa existência. (SIGMUND Freud)

“Um Beijo de paz”
MARISA

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Estive pela primeira vez em Serra do Ramalho em julho de 2008. Durante uma semana eu e Neila trabalhamos muito, com oficinas de ortografia.

Voltei deslumbrada com o projeto e pensando no quanto ele faria pela região. O potencial era enorme! Os educadores de Serra estavam ávidos de conhecimento, novidades, sugestões. Tudo o que falávamos era anotado rapidamente, adaptado e percebia-se o interesse e a vontade de aplicar em sala de aula.

Por um e outro motivo não pude voltar nos próximos encontros. Até que fui convidada para voltar em julho de 2010 (obrigada por vocês não desistirem de mim!). Quando soube que era o encerramento, já sabia que daria um jeito de ir. Apesar da dificuldade para sair na ocasião, encontraria uma forma. Senti que se não fosse, estaria perdendo uma grande oportunidade de rever tudo que tanto gostei em Serra: os professores, o pessoal do Rio, as pessoas que nos acolhem com tanto carinho.

Não foi fácil ir desta vez. Estou atravessando um momento tumultuado na família e no trabalho (destes que todos enfrentamos algumas vezes na vida) e até a véspera da viagem tive receio de não conseguir ir.

Que bom que fui! Afastar de tudo me fez muito bem. Conviver com a alegria de vocês me deixou mais leve.

Serra do Ramalho é um lugar mágico. Possui uma energia toda especial. Vai ver é a energia do grupo: tanto desprendimento, bom humor, calor humano passam aquela super energia pra gente!

Durante meu trabalho com os professores, percebi o crescimento que tiveram neste espaço de dois anos. Há um número considerável de professores fazendo curso superior e isto fará toda a diferença para os alunos.

É impressionante como estão mais envolvidos com a educação, preocupados com os resultados, assumindo a responsabilidade por manter os alunos nas escolas e fazer com que aprendam realmente.

Percebi que o projeto CPF transformou a educação em Serra do Ramalho. E me senti muito agradecida por ter feito parte, nem que seja um pouquinho, por esta transformação.

Obrigada, Padre Mol, pela oportunidade mais uma vez. Conviver com alguém tão competente nos transforma em pessoas melhores.

Deise, amiga querida, mulher forte, organizada, sensível que transforma nossa viagem em um sucesso.

Obrigada, Renata e Duda pela alegria de vocês e pela apresentação bacana que deu tanto trabalho.

Regina, parabéns por sua arte. Aprendi e não vou me esquecer como se faz a bola e o cachorrinho. Bom, na verdade, o cachorrinho vou ter que treinar mais um pouco.

Marlucia e Gilson, obrigada pelo empréstimo do chuveiro! Mas, principalmente, pela oportunidade de conviver com um casal tão especial! Sou fã de vocês! Provavelmente, se tivesse sido aluna de vocês, eu teria aprendido Matemática!

Gerson e Cristina, outro casal super! Gerson, não existe peixe como o que você faz! E Cris, percebi um pouco mais da mulher maravilhosa que você é. Tão tímida e tão capaz!

Heliomar, que voz é esta? E ainda diz que Deus caprichou apenas em seus olhos! Absurdo. Deus caprichou foi em sua alma…

Lu e Carol, companheiras de quarto, obrigada pela companhia. Parabéns pela competência! Tentei fazer o submarino aqui, mas ainda não funcionou. Vou continuar tentando…

Eneida, tão na sua… Obrigada pela companhia e pela disposição em me ajudar na oficina. Ficou me devendo uma história, viu? E é muito mais corajosa que eu! Comeu até jacaré!

Alasir, doçura de pessoa. Sempre com uma palavra agradável. Outra que é a competência em pessoa! Sem falar na disponibilidade para ajudar, sempre.

Seu Panizzi! Obrigada pelo mel delicioso! E pela animação! Serra do Ramalho sentirá sua falta, com certeza. Você começou uma nova possibilidade de vida para aquela gente.

Gilberto. Que pessoa é esta, gente? Que alma doce, que pureza, que amigo! Obrigada pela oportunidade de conviver com você.

Chuchu, Flávia, Pedro. Foram apenas dois dias, mas foi muito bom!

João, valeu pelas caronas até a escola e por ter conseguido abrir a porta de nosso quarto(nem vou contar que foi Luciana quem fez a chave agarrar)!

Paulo, continue distribuindo alegria com este dom maravilhoso da música.

Aos outros seminaristas, obrigada pela acolhida. Padre Delclécio, que nos cedeu o espaço e nos fez companhia. Obrigada!

Marisa, amiga querida, mais uma vez, obrigada pela oportunidade, por acreditar em meu trabalho. Sua alegria é sempre especial!

Obrigada a todos! E se lembrem de mim nos próximos projetos!!!!

Abraços a todos,
Beatriz Araújo Campos Corgozinho

Bom Despacho, 05 de agosto de 2010