Nova Sepetiba – RJ

As Santas Missões Populares Vicentinas ou Missões da Família Vicentina são um jeito novo de evangelizar com origem no ano de 1997, na Comunidade da Vila Popular, Paróquia Menino Jesus, Diadema (SP). Trata-se de uma iniciativa que a comunidade toma para firmar e fortalecer a fé e, também uma maneira de todos tomarem consciência que somos chamados a evangelizar, produzir frutos e espalhar novas sementes de vida e de fraternidade, aqui e em todo o mundo.

As Missões Populares Vicentinas não têm a pretensão de ser e, de fato, não são uma originalidade na Igreja Católica do Brasil e nem pretende resolver os inúmeros desafios enfrentados pela evangelização nos dias de hoje. Elas visam somar forças com o grande número de pessoas e instituições que vem abraçando o grande projeto eclesial de um novo jeito de ser igreja e de evangelizar.

Por que são SANTAS?

–    Continuam a mesma missão de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me consagrou e me enviou para evangelizar os pobres, libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor”. (Lc 4,18-19).

–    Tempo favorável, por excelência, próprio, fecundo da graça…

Por que são MISSÕES?

–    Tempo de sair, andar, se encontrar, de partilhar, de ajudar, de ser ajudado, de ser acolhido, de acolher, de rir, de chorar, de se alegrar, de se entusiasmar mas, sobretudo, de se comprometer.

–    É convocação, é envio a todas as pessoas sobretudo, as mais necessitadas. Aquelas pessoas que não vivem a alegria da comunhão, vivem abandonadas, excluídas, nas praças, becos, ruas, nas roças…  esperando o convite para o banquete, para a vida, a alegria e a festa.

–    Antes de ser uma tarefa a realizar, é vida a ser vivida em comunhão.

Por que são POPULARES?
–    Elas brotam e acontecem na base, no meio do povo.

–    Elas se interessam e assumem os anseios e sonhos, os clamores e os sofrimentos, principalmente dos excluídos e marginalizados.

–    São feitas por pessoas simples, que fizeram a opção pelos pobres: homens, mulheres, crianças, adolescentes e jovens convocados a ser o sujeito histórico deste trabalho-missão.

–    Tentam resgatar a cultura e a religiosidade do povo que é convidado a ser sujeito histórico da missão.

Porque são da FAMÍLIA VICENTINA?

–    Porque tem São Vicente de Paulo como inspirador e patrono:
–    Homem profundamente atento aos sinais dos tempos;

–    à voz do Espírito, que é o protagonista da Missão;

–    enraizado na pessoa de Jesus Cristo, o verbo encarnado que é o próprio iniciador da Missão, e a razão de ser do nosso anúncio.

–    Por que o grupo de missionários é constituído pelos diversos ramos de inspiração vicentina.

–    Possui marcas, características, espiritualidade e modos de ser e agir próprios.

 BREVE HISTÓRICO DAS MISSÕES EM NOVA SEPETIBA

As Santas Missões Populares Vicentinas realizadas em Nova Sepetiba, cidade do Rio de Janeiro, no período de 12 a 27 de janeiro de 2008 foi uma iniciativa da Família Vicentina, regional do Rio de Janeiro, que contou com a pronta acolhida e efetiva participação dos Padres Geraldo e André que trabalham na Paróquia de Santa Edwirges e São Pedro, e de grande número de leigas e de leigos (mais de 120), líderes e coordenadores de comunidade, de pastorais e de grupos. Merece destaque a indispensável participação de todos estes missionários das Comunidades Locais para o êxito do trabalho realizado. Os missionários da Família Vicentina, em número de 30, são membros da Sociedade de São Vicente de Paulo, da Associação da Medalha Milagrosa, da Companhia das Filhas da Caridade e da Congregação da Missão.

O projeto das Santas Missões da Família Vicentina no Rio de Janeiro nasceu no ano de 2005. Neste mesmo ano, visando a preparação dos missionários e missionárias, começou o Curso de Formação Missionária Vicentina nas dependências do Colégio São Vicente de Paulo, Rua Cosme Velho. Em 2007 para facilitar o acesso dos participantes o curso foi ministrado no Instituto São Vicente de Paulo, Rua Dr. Satamini (Tijuca).

No ano de 2006 a proposta de realização das Santas Missões Populares Vicentinas em uma das Comunidades do Rio de Janeiro ganhou mais força. Chegou-se a pensar em vários lugares para a realização das Missões, tais como: Cajú, Campo Grande e Nova Sepetiba. No entanto, devido ao pequeno número de missionários e a pouca ou nenhuma experiência do maior número de participantes do curso de preparação para as Missões o projeto foi adiado mais uma vez. Em 2007 cresceu a disposição e empenho de vários ramos da Família Vicentina para a realização das Santas Missões, já definidas para acontecer nos meses de janeiro de 2008, 2009 e 2010 em Nova Sepetiba.

As Santas Missões Populares Vicentinas em Nova Sepetiba contou com a colaboração de vários ramos da Família Vicentina, mas não se pode deixar de destacar o apoio humano e financeiro da Companhia das Filhas da Caridade (Província do Rio de Janeiro) e da experiência dos membros da Província Brasileira da Congregação da Missão que já haviam atuado nas Missões da Família Vicentina, na região de Belo Horizonte (MG).

 A REALIZAÇÃO DAS MISSÕES

As Missões Populares Vicentinas privilegiam as seguintes estratégias:

 –    Alguma forma de participação na condição de vida da comunidade e das pessoas… Viver a vida que o povo vive, participar com o povo do trabalho que ele realiza no dia-a-dia;

–    Contato direto, concreto, corpo a corpo com o povo (visitas domiciliares), visitar todas as casas, independente do credo religioso que professam. Além da presença amiga, da conversa descontraída e informal, rezar com e pela família, pelas crianças, pelos doentes, abençoar a casa se a família manifestar interesse;

–    Realizar pelo menos uma atividade na área celebrativa, tais como: encontros nas casas ou rua para a reza do terço, via sacra, caminhadas penitenciais, de solidariedade, celebração eucarística ou da palavra, celebração com os idosos e/ou doentes etc.

–    Realizar pelo menos uma atividade ligada a área da formação (curso para catequistas, animadores de grupos de fé e vida, equipes de liturgia. Encontros para jovens; reuniões com grupos de casais, com membros do Conselho de Pastoral da Comunidade);

–    Alguma atividade na área social/caridade/solidariedade (Prática).

O anúncio do querigma, conteúdo essencial de toda missão, vai acontecendo no dia-a-dia das missões: nas celebrações, nas reuniões, nas caminhadas e encontros, pela boca dos nossos missionários(as), leigos(as), religiosos(as).

 Cientes destas orientações inúmeras foram as atividades realizadas pelas missionárias e missionários vicentinos durante as duas semanas de Missões em Nova Sepetiba (RJ).