41ª ASSEMBLEIA GERAL DA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO

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Dia 6 de Julho de 2010 – 9º dia

A Celebração Eucarística em honra de São Justino de Jacobis foi presidida pelo Pe. Zeracristos Yosief, Província da Eritréia, às 7 horas, na Capela São Vicente de Paulo.

 Às 9 horas, no Auditório da Cúria Geral das Filhas da Caridade, após a oração inicial foi apresentado um vídeo “O drama das vítimas da guerra no Congo”, preparado pelo Pe. Prosper MOLENGI, C. M., dentro da programação “Escutar o que os Pobres nos falam”.

Pe. Dennis H. HOLTSCHNEIDER começou como moderador do dia, propondo a leitura e aprovação da ata, seguida de algumas informações e avisos: a Comissão Central em momento oportuno e atendendo solicitação dos assembeístas concederá mais espaço para refletir sobre a função e representação dos assistentes na Cúria Geral e na Congregação; a Comissão encarregada de recolher as propostas de mudanças nos Estatutos fará uma reelaboração do artigo 57 dos Estatutos; a apresentação de propostas de Postulados e mudança nos Estatutos deverá ser feita até as 21 horas deste dia. Ontem foi feita a comunicação da morte da mãe do Pe. Joseph V. CUMMIS,que presta serviço nesta assembleia como tradutor.

Pe. Alberto VERNASCHI, coordenador da Comissão responsável da preparação da apresentação dos Postulados à Assembléia Geral/2010 propôs que os postulados de 1 a 7 e 12 (ver documento no site) com matéria relacionada aos Estatutos serão tratados por ocasião da discussão e votação dos Estatutos. A proposta foi aprovada por 103 assembleístas.

Foram votados e aprovados os seguintes Postulados:

  • Postulado nº 8 apresentado pela Áustria e Alemanha. Assunto: edição do Catálogo Digital e impresso da Congregação da Missão. Aprovado por 104 votos.
  • Postulado nº 9 apresentado pela Província de Portugal. Assunto: Diretório para as Paróquias. Aprovado por 98 votos.
  • Postulado nº 10.1 apresentado pela Província de Roma. Assunto: Revisar, Completar e editar uma única “Ratio Formationis”. Aprovado por 102 votos.
  • Postulado nº 10.2 apresentado pela Província de Roma. Assunto: Guia prático para os Formadores. Aprovado por 90 votos.
  • Postulado nº 16 com nova redação. Trata de estabelecer algum tipo de vinculação das pessoas que não membros da Congregação à Congregação. Retomar a proposta quando for discutido os Estatutos. Proposta aprovada por 82 votos.

Foi votado e rejeitado o seguinte Postulado:
Postulado nº 11 apresentado pela Província de Tolosa. Rejeitado por 54 votos

A Comissão dos Postulados propôs que Postulados 13, 14, 15, 17 e 18 não fossem considerados pela Assembleia, exceto que algum assembleísta pedisse a discussão e votação de Algum destes Postulados. A proposta da Comissão foi aprovada por 92 votos dos assembleístas.

Postulado 20 foi enviado por encargo pela Província de Puerto Rico, pois se trata de recomendações ao Visitador e não à Assembleia Geral ou ao Superior Geral.

Terminada a discussão e votação dos Postulados apresentados para esta sessão foram confirmados os Decretos aprovados pela 40ª AG-2004:

Decreto 1:     “A Assembleia Geral declara que as atuais Constituições, Estatutos e Decretos constituem o direito próprio da Congregação atualmente em vigor. Se, de fato, se descobre alguma lacuna, se poderá remediar referindo-se ao direito universal ou, se a situação o justificar, o nosso direito próprio anterior.”
Decreto 2:     “Que se continue o fundo monetário para as Missões ad Gentes e para as Províncias mais pobres. O aumento deste fundo se deixa ao juízo do Superior Geral.”
Decreto 3:     “Limites de gastos extraordinários que podem ser feitos pelo Superior Geral …”

O Decreto 4 será considerado quando forem discutidas as propostas para reforma dos Estatutos. “Será necessário providenciar para que os Irmãos estejam representados na Assembleia Geral. Deixa-se a cargo do Superior Geral com seu Conselho encontrar a melhor solução para assegurar esta representação e para resolver outros casos em que uma eleição legítima é impossível, no entanto uma representação na Assembleia é importante.”

O Decreto 5 relacionado à eleição do Superior Geral nesta Assembleia de 2010 foi considerado realizado e não foi confirmado.

Terminada as votações de Postulados e Decretos Pe. Marcelo MANIMTIN apresentou um breve histórico do Centro Internacional de Formação (C.I.F.) e relatório de atividades desenvolvidas desde sua criação em 1992 pelo superior geral Pe. Robert P. MALONEY. Apresentando estatísticas dos números de participantes por províncias nas diversas sessões promovidas pelo CIF e o número de potenciais participantes Pe. Marcelo exortou aos visitadores e aos delegados à Assembleia Geral para animar a participação dos coirmãos de suas províncias nas futuras sessões do CIF, mesmo reconhecendo que alguns grandes desafios como a questão financeira e a dificuldade em liberar os coirmãos de seus ofícios pelo período de três meses. Seguiu-se ao relatório comentários e pedido de informações de vários assembleístas.

A Sessão da tarde começou com a apresentação do vídeo preparado pelo Pe. Benjamin ROMO, C. M., Província do México sobre a realidade dos Pobres em uma das regiões do seu país.

A Mesa Redonda desta tarde foi dedicada à Formação Permanente. Dela participaram:

  • Pe. José Antônio UBILLÙS LAMADRID, assistente geral.
  • Pe. Marcelo MANIMTIM e Pe. José Carlos FONSATTI – Formação Permanente Internacional (A exposição foi feita na parte da manhã).
  • Pe. Daniel Arturo VÁSQUEZ ORDÓÑEZ, visitador da Colômbia – Formação Permanente Continental.
  • Pe. Paulus SUPARMONO, provincial da Indonésia – Formação Permanente Provincial.
  • Pe. Robert PETKOVSEK, delegado da Slovênia – Formação Permanente Pessoal.

Terminado os testemunhos apresentados pelos membros da Mesa Redonda os assembleístas se reuniram por Grupos Lingüísticos para responder a três questões, cujos relatórios seriam apresentados em Plenário e entregues aos membros da Comissão de Síntese.

Eis as questões e alguns elementos dos relatórios apresentados pelos Grupos.

1 -Partindo do Documento de Consulta indique dois elementos (assuntos) que lhe pareçam mais importantes sobre a Formação Permanente (FP).

  • O contato direto com os Pobres como elemento fundamental na Formação Permanente, evitando-se entender a formação apenas no seu aspecto acadêmico e teórico.
  • Valorizar a Formação Permanente como instrumento para o crescimento, desenvolvimento e santificação pessoal, além aperfeiçoamento técnico para responder aos ministérios específicos. (Formação pessoal e profissional).
  • Formar Comunidades dialogantes. A Comunidade é formadora de si mesmo na linha do que diz as Constituições, artigo 21, § 2.
  • Tema da Cultura. Evitar uma Formação que seja “intelectualista”. Buscar a Formação Permanente como resposta aos desafios do mundo contemporâneo.
  • Apaixonar-se pelo compromisso de formar-se. Buscar tempo para a FP.
  • Investir na FP que leva à transformação da própria pessoa. “Deixar-se transformar pelo Espírito.”
  • FP um processo de conversão pessoal rumo ao Cristo Evangelizador dos Pobres.
  • Instrumento de diálogo.

2 -Quais são os desafios “ad intra” e “ad extra” apresentados pela Formação Permanente?

  • O desafio de harmonizar a Formação Permanente no que se refere aos dons e iniciativas pessoais com o Plano Comunitário, Provincial e Congregacional.
  • Estar disponível para a FP frente à tentação do ativismo.
  • Dar prioridade ao anúncio do Evangelho em relação ao aspecto social que pode ser desenvolvido por outros ramos da Família Vicentina.
  • Reservar tempo para a FP pessoal e comunitária.
  • Assumir o diálogo como processo e não como solução.
  • Nem sempre dispomos dos recursos econômicos e humanos necessários.
  • Cultivar a iniciativa pessoal para “formar-se” desde a Formação Inicial.
  • Criação de um secretariado para a FP na Congregação.

3 – Como utilizar os textos normativos da Congregação de tal forma que inspirem e fomentem sempre a Formação Permanente?

  • Valorizar o que já temos: os momentos dos exercícios espirituais (retiros), a meditação em comum, jornadas comunitárias para estudo dos textos normativos da Congregação.
  • Virtudes Vicentinas. Cuidar melhor do Ser do que do Fazer.
  • Compreender a FP para além do seu aspecto acadêmico; como compromisso de viver bem e com responsabilidade a missão no seu dia a dia.
  • Fomentar o conhecimento e leitura dos documentos, aproveitando os tempos fortes (retiros, encontros, cursos etc.).