2º dia: 8 de junho – Carisma Vicentino e Nova Evangelização

Depois da leitura da ata do dia anterior, o presidente da Comissão Preparatória explicou a metodologia de trabalho, indicando que grande parte deste dia se desenvolveria nas mesas de debate.

As reflexões que ocuparam os grupos giraram em torno das respostas das Províncias ao questionário, particularmente no tocante ao carisma vicentino e à nova evangelização: identidade, comunidade e missão; nosso ministério de misericórdia na pregação da Palavra e no sacramento da Reconciliação; a evangelização dos pobres e as periferias; algumas urgências atuais para a Congregação; globalização e interculturalidade; missão partilhada e solidariedade; missões internacionais; as linhas de ação da AG 2010; e, por fim, nossos sonhos e esperanças.

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Tivemos ainda a conferência do Padre Celestino Fernández, da Província de Madri, que nos ofereceu algumas chaves vicentinas para a evangelização atual, situando-nos entre o que somos e o que fazemos como evangelizadores e servidores dos pobres. O marco geral da missão vicentina se apoia em três eixos: a experiência do bom Deus, protetor e libertador dos pobres; a centralidade de Jesus Cristo, evangelizador e servidor dos pobres; e a paixão pelos pobres. Em seguida, apresentou-nos três prioridades inegociáveis e irrenunciáveis, inspiradas no artigo 12 das Constituições: preferência clara e expressa pelo apostolado entre os pobres, atenção à realidade da sociedade humana e ser evangelizados pelos pobres. Enfatizou ainda a imperiosa necessidade de formar-nos como evangelizadores com espírito vicentino na direção das novas fronteiras. Por fim, discorreu sobre nove propostas vicentinas para a Nova Evangelização: a) a diaconia da caridade como um modo privilegiado de evangelizar; b) a organização da caridade como testemunho evangelizador; c) a sensibilidade como atitude prévia e fundamental; d) a encarnação como caminho indispensável para evangelizar; e) a visão da realidade a partir dos pobres e com o olhar de Deus; f) a potencialização da missão compartilhada; g) a mudança de estruturas como dimensão necessária à evangelização; h) a Doutrina Social da Igreja como sustentáculo vicentino; i) a conversão aos pobres como horizonte globalizador. E concluiu o Padre Celestino: “Evangelizar a partir do compromisso com os pobres, a partir do serviço caritativo, é a mais genuína das chaves vicentinas da evangelização, é o que de melhor podemos oferecer à Nova Evangelização”.

Na oração que coroou a sessão, fomos convidados a revisitar a história de nossa vocação, agradecidos pela inciativa do Senhor, que nos escolheu para seguir Jesus Cristo, evangelizador dos pobres, no caminho de São Vicente. Despedimo-nos, à espera do que virá amanhã, com especial atenção à comunicação do Superior Geral e à visita de Ir. Kathleen Appler, Superiora Geral das Filhas da Caridade.