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Caraça

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A história do Caraça teve seu início, quando, por volta de 1770, o eremita português Ir. Lourenço subiu a serra e aí edificou uma Capela, dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens e a São Francisco das Chagas, e organizou a Irmandade e a Romaria de N.S. Mãe dos Homens. O próspero centro de peregrinação e irradiação religiosa entrou em decadência com o envelhecimento e a morte do Ir. Lourenço.

Através da Carta Régia de 31/01/1820, Dom João VI concedeu a propriedade do Caraça aos recém-chegados padres da Congregação da Missão (Lazaristas ou Vicentinos), para ali, segundo intenção do fundador, “instalar um hospício para residência de missionários e, no caso de não conseguir tal fim, um seminário para meninos, onde pudessem aprender as primeiras letras…”

Logo que tomaram posse da Casa, os padres da Missão iniciaram a pregação de missões em toda a região e organizaram um Colégio. Em 1842, o Colégio se transferiu para Campina Verde, ficando o Caraça, por alguns anos, quase vazio, esquecido e inativo. Em 1854, esta situação se modificou com a transferência do Seminário Maior de Mariana, dirigido pelos Lazaristas, para o Caraça (funcionou aí até 1882), tornando-se referência para Mariana e para Minas Gerais. Com o reforço de missionários vindos da França, o Colégio foi reaberto. A partir daí, como colégio e/ou seminário e casa de missões, o Caraça alcançou grande desenvolvimento religioso e cultural. Tornou-se um centro de educação, do qual saíram muitos padres, irmãos, bispos e políticos, educadores, escritores e médicos, entre outros expoentes da sociedade mineira e brasileira.

Colégio, seminário e missões foram as atividades que projetaram esta Casa no cenário social e eclesiástico brasileiro. Em 1912, o colégio encerrou suas atividades; em 1930, terminou a atividade das missões. O Caraça continuou a funcionar como Seminário Menor da Congregação da Missão até o trágico incêndio de 28/5/1968. No total, mais de 11.000 alunos passaram pelo Caraça, formando uma grande legião de jovens, “para o serviço de Deus e da Pátria”.

 Hoje, é uma referência cultural com seus muitos ex-alunos que se destacam em diversas áreas. Embora não seja mais uma escola formal, o Caraça tem-se prestado a numerosas iniciativas de pesquisa em variados campos da ciência, arregimentando e acolhendo um novo tipo de “alunos” – os pesquisadores e estudiosos.

Após o incêndio de 1968, o Caraça viveu momentos de indefinição e de grandes dificuldades. Foi com espírito de fé e trabalho e com heroísmo que a Província Brasileira da Congregação da Missão (PBCM) conseguiu manter e conservar esse patrimônio, fazendo-otornar-se um centro de peregrinação, cultura e turismo. Com recursos próprios, de órgãos públicos e de empresas, aos poucos foram empreendidas obras de conservação e restauração, sendo realizados melhoramentos; novos investimentos estão sendo feitos.

Em 1982, foram encetados esforços junto ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) para fazer do Caraça um Parque Natural, culminando com um convênio entre esse órgão e a PBCM.

Em 1/09/1994, através da Portaria 32, de 20 de março de 1994, a PBCM conseguiu transformar 10.187,89 ha do Caraça em Reserva Particular do Patrimônio Natural (cf. Decreto n. 98.914, de 31/01/1990), garantindo-o contra possíveis interesses danosos ao seu patrimônio natural.

Sala Verde

Objetivo: Consolidar a Educação Ambiental a partir da implantação do PROJETO SALA VERDE, visando ao aprimoramento e à expansão do Centro de Visitantes do Caraça com os recursos pedagógicos, humanos, de informação e divulgação necessários as escolas públicas (municipais e intermunicipais);

Público alvo: organizações sociais (municipais e intermunicipais); professores (escola pública ou particular); pesquisadores; escolas particulares (visitantes e hóspedes).

Responsáveis: Santuário do Caraça, coordenadora ambiental (Aline Abreu), bibliotecária, Departamento de Assistência Social

Data de início: Janeiro de 2007

Biblioteca Itinerante

Objetivo: Através da Biblioteca Itinerante pretendem-se criar condições para acesso à leitura do acervo de literatura infanto-juvenil, educação ambiental, jogos e brinquedos educativos pertencentes ao acervo da Biblioteca do Caraça, favorecendo a inclusão social aos alunos das escolas públicas das cidades de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais.

Público alvo: professores e alunos das escolas públicas das cidades de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais.

Responsáveis: Padres do Caraça, bióloga, bibliotecária, Departamento de Assistência Social

Data de início: Março de 2010