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Mês Vocacional – 2011

30 de abril de 2014
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O presente roteiro vocacional é uma pequena contribuição para as Paróquias, pastorais, grupos e movimentos que desejam celebrar o mês vocacional de 2011, dando mais ênfase em suas celebrações à questão vocacional.
Não criamos nada novo. Seguimos as leituras dos próprios domingos. Apenas disponibilizamos intuições a partir da Palavra de Deus e da temática vocacional e sugerimos símbolos e dinâmicas para as Missas ou Celebrações de Culto.
Como todos poderão ver, não é possível fazer, numa mesma celebração, todas as sugestões apresentadas. Deixamos muitas dicas para que cada equipe litúrgica possa preparar da melhor forma sua celebração. Estas dicas são sobre organização do ambiente litúrgico, procissões, símbolos, conteúdo da meditação, etc.
Esperamos que este roteiro favoreça as celebrações vocacionais de agosto e possa colaborar para que mais e mais pessoas aceitem a provocação do Espírito de Deus, deixando-se ser despertadas para o serviço alegre e generoso ao Reino de Deus.
 
 
 
PRIMEIRO DOMINGO – VOCAÇÃO PRESBITERAL
07 de Agosto – XIX Domingo Comum
 

INTENÇÃO ESPECIAL
Pelas vocações presbiterais.
 
LEITURAS DA MISSA
1Rs 19, 9a.11-13a / Sl 84(85) / Rm 9,1-5 / Mt 14,22-33
SITUANDO A LITURGIA
A primeira leitura deste domingo fala da manifestação silenciosa de Deus a Elias, no monte Horeb, longe dos tumultos e do barulho do mundo. A segunda leitura traz Paulo dizendo que preferia ficar segregado do Reino a fim de ver seus irmãos no caminho da salvação. É a expressão mais viva do coração missionário do Apóstolo, que, por causa do encontro fecundo com Deus, não se cansa de dedicar toda sua vida à missão. No Evangelho, encontramos Jesus orando no monte, encontrando-se com o Pai, e depois acalmando a tempestade que, em sua fúria, amedrontava Pedro e os demais discípulos, deixando ainda mais frágil sua pequena embarcação.
A riqueza destes textos, olhados pela ótica vocacional, no aponta o ministério presbiteral (intenção especial do primeiro domingo de agosto) como resultado de um encontro fecundo com Deus, independente da fraqueza e da tibieza humana (Pedro). A graça de Deus, superior a toda fragilidade, que chama e convoca para o ministério, supera a fraqueza dos ministros, acalma suas tempestades interiores e faz deles portadores da paz, especialmente na dedicação exclusiva ao povo de Deus (como Paulo).
Este encontro fecundo com Deus, celebrado pelo presbítero, transforma-o em portador da boa nova, em dispensador das graças de Deus e em vigoroso missionário, a ponto de fazer de toda sua vida, sem reservas, doação à Igreja e a cada uma das pessoas que integram o Povo de Deus.
SÍMBOLOS E DINÂMICA
Como aparece no Evangelho, o mar e a pescaria são sempre símbolos muito usados para falar de vocação. Pode-se usar uma rede de pesca durante todo o mês de agosto, na qual se poderá colocar frases, cartazes e símbolos ao longo de todo o mês. Especificamente para este domingo, os símbolos podem ser: rede, pesca, peixes, barco, sandálias, vestes e utensílios próprios do padre, fotos de padres, bispos e papa…
Valeria a pena entrar com um barco, simbolizando toda Igreja. Durante a oração da comunidade, este barco poderia ficar em destaque, para que as preces fossem pela “Barca de Pedro”, a Igreja, especialmente por seus ministros ordenados.
Um mapa da diocese e da paróquia ficam muito bem para este domingo. Poderiam entrar na procissão de entrada ou na apresentação das ofertas.
No ato penitencial, um pedido de perdão especial poderia ser feito lembrando os crimes cometidos pelos padres e bispos, que vieram à tona nos últimos tempos. Ótima oportunidade para pedir perdão a Deus e ao povo, em nome de todos os padres.
No canto do Glória, poderiam ser lembrados nomes de padres e bispos que marcaram a vida da Comunidade. Poderia haver cartazes com seus nomes e fotos.

SEGUNDO DOMINGO – VOCAÇÃO FAMILIAR

14 de Agosto – XX Domingo Comum

 

INTENÇÃO ESPECIAL
Pelas famílias.
 
LEITURAS DA MISSA
Is 56,1.6-7 / Sl 66(67) / Rm 11,13-15.29-32 / Mt 15,21-28
SITUANDO A LITURGIA
A liturgia deste domingo nos coloca diante da universalidade da salvação. Desde a primeira leitura, passando pelo salmo, até o Evangelho, todos os textos nos falam que Deus oferece a toda a humanidade a salvação. O Evangelho é o paradigmático episódio do encontro de Jesus com a Mulher Cananeia. Nas intenções do mês vocacional, rezamos neste domingo pela vocação familiar, pois a celebração coincide com o dia dos pais. Assim, pode-se aproveitar algumas expressões da liturgia deste domingo e dar o toque vocacional do dia.
Na primeira leitura, aparece a expressão “casa de oração para todos os povos”. Na carta de Paulo, o Apóstolo continua se oferecendo pela salvação de sua gente. E, no Evangelho, a Cananeia está procurando a salvação de sua filha, atormentada por um demônio. Temos aqui elementos suficientes para uma reflexão sobre a família, apropriando-nos dos textos bíblicos a partir da temática da família. Por causa do mês vocacional, e sem perigo de incorrer numa “infração bíblico-litúrgica”, pode-se usar os textos por esta ótica, deixando entre parênteses sua intenção primeira, que é falar sobre a universalidade da salvação.
A salvação da família (Evangelho) é o grande clamor do domingo, no contexto vocacional. É bom chamar a atenção para os demônios que atordoam e destroem as famílias hoje. Duas são as atitudes que os pais e filhos, irmãos e irmãs, enfim, cada membro da família deverá assumir: 1. Fazer de sua família uma Igreja doméstica, habitada por Deus e baseada no Evangelho (primeira leitura); 2. Doar-se por inteiro em vista do bem e da felicidade de todos os membros da família (segunda leitura).
SÍMBOLOS E DINÂMICA
O Evangelho de hoje poder ser facilmente dramatizado, já que é um episódio, com poucas falas. Seria interessante, para dar evidência à mulher e à sua filhinha. Nada impede que apareça no teatro o pai também. Apesar de o texto não dizer que o pai estava na cena, também não diz nada contra sua presença. Poderia ser colocado, em silêncio, acompanhando a mulher no encontro com Jesus.
No ato penitencial, que pode ser feito depois da homilia, seria interessante entrar cartazes com os demônios que hoje destroem a família: infidelidade, desrespeito, violência, vícios, rebeldia, autoritarismo, falta de diálogo, etc…
Poderia sugerir à Comunidade, no domingo anterior, que levasse para esta celebração fotos de sua família. No canto do Glória ou na apresentação das ofertas, se poderia fazer uma procissão com as fotos depositando-as no altar ou na rede, símbolo geral de todo o mês.
Como aparece o pão no Evangelho, poderia haver uma confraternização familiar após a celebração, pedindo a todas as pessoas que tragam alguma coisa para celebrarem a bênção da família e, particularmente, o dia dos pais.

TERCEIRO DOMINGO – VOCAÇÃO 
CONSAGRADA
21 de Agosto – Assunção de Nossa Senhora
 
INTENÇÃO ESPECIAL
Pelas vocações consagradas.
 
LEITURAS DA MISSA
Ap 11,19; 12,1.3-6.10 / Sl 44(45) / 1Cor 15,20-27 / Lc 1,39-56
SITUANDO A LITURGIA
A liturgia de hoje, dedicada à Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, traz no Evangelho o texto da visita de Maria a Isabel, modelo de serviço e de evangelização. Pela sua vida e por sua disposição como peregrina, Maria, imbuída da Sagrada Escritura, apresenta-se como sinal de salvação para Isabel e para o povo judeu. Maria não é a salvação, mas traz consigo o Salvador. É ele o motivo verdadeiro da exultação de João Batista e da alegria das duas mulheres, que representam, em seu abraço, o encontro da tradição veterotestamentária do povo judeu com a nova história que começa a ser escrita pelos cristãos.
Na primeira leitura, aparece o ícone da Mulher do Apocalipse, símbolo da Igreja, comunidade dos remidos. Na segunda leitura, o Apóstolo proclama a ressurreição de todos os discípulos de Jesus, por causa dele e pela força de sua própria ressurreição.
No mês vocacional, este domingo é dedicado à oração pelas vocações consagradas: freiras, monjas, missionárias, irmãs, padres de Congregação, missionários e monges. Celebramos, assim, a vocação consagrada tendo como modelo a Virgem Maria assunta ao céu: Maria que sempre seguiu Jesus em sua vida, não podia dele ficar longe em sua morte. Sua assunção é o coroamento de toda sua vida como discípula atenta à Palavra de seu Senhor e aos clamores do mundo. Assim como a Virgem Maria, todos também ressuscitaremos, se também nós formos corajosos o suficiente para acolhermos em nossa vida o Evangelho de Jesus, que é força e causa de salvação para todo o mundo.
Celebramos a vocação consagrada como manifestação do amor de Deus pelo mundo e como sinal da resposta do mundo ao amor de Deus. Nos consagrados, já vivenciamos a experiência de um SIM definitivo a Deus, dado livremente e na totalidade de nossas vidas. Ademais, celebramos a doação que os consagrados fazem de todo seu ser a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, doando-se inteiramente à causa do próximo.

SÍMBOLOS E DINÂMICA
Pode-se fazer uma entrada solene da imagem de Nossa Senhora, a ser colocada num altar próprio ou na rede que enfeita o ambiente. Se há comunidades religiosas na paróquia, seus membros poderiam entrar com a imagem. No caso de não haver religiosos, seria interessante vestir algumas pessoas de freiras e de padres para que entrassem com a imagem, em nome de todos os consagrados.
Fotos de trabalhos missionários e de serviço aos irmãos poderiam ser colocados num grande painel, mostrando a multiplicidade do dom do Espírito fecundando a Igreja e o mundo pela Vida Consagrada. Uma pomba, representando o Espírito Santo, no alto do painel, inspiraria bastante também. Dela, podem sair raios em direção às fotos ou cartazes dos trabalhos dos religiosos.
Havendo algum religioso na paróquia, pedir que dê um rápido testemunho, durante a missa, sobre a sua vocação, especialmente para mostrar para a Comunidade que o chamado para a Vida Consagrada não acontece de maneira mágica, artificial, mas na vida concreta das pessoas.
Preparar, para o final da celebração, uma homenagem a Nossa Senhora, enfatizando especialmente a dimensão de serviço, que aparece no Evangelho de hoje. Mostrar que a glória de Maria só foi possível porque antes e, sobretudo, ela foi serva. Sua coroa é precedida pelo avental, que ela sempre usou sem nunca rejeitar. O serviço glorificou Maria; sua dedicação a Isabel, aos seus contemporâneos e à comunidade primitiva garantiu-lhe a glória de se juntar eternamente ao seu Filho, o servidor por excelência da humanidade.
 

QUARTO DOMINGO – VOCAÇÃO LAICAL
28 de Agosto – XXII Domingo Comum
 

INTENÇÃO ESPECIAL
Pelas vocações leigas.
 
LEITURAS DA MISSA
Jr 20,7-9 / Sl 62(63) / Rm 12,1-2 / Mt 16,21-27
SITUANDO A LITURGIA
A liturgia deste domingo nos convida ao seguimento de Jesus. Ótimo convite para ser refletido quando se medita a vocação dos leigos e leigas. De fato, o seguimento de Jesus não é algo para ser vivido numa vida excêntrica, fora do comum, ou por um grupo seleto ou escolhido. O seguimento de Jesus é para todas as pessoas, em todos os ambientes, em todas as circunstâncias.
No Evangelho, aparece claramente o convite ao seguimento, com toda objetividade possível, sem disfarçar as exigências que lhe são intrínsecas. Seguir Jesus é assumir a cruz de uma opção firme e convicta, a cruz da responsabilidade, das necessárias rupturas com o mundo injusto e pecador, das rupturas com estruturas mentais opressoras, etc.
A primeira leitura, por sua vez, motiva o discípulo a renovar diariamente seu SIM. A vocação é uma resposta à antecipação de Deus na vida da pessoa. É Deus quem dá o primeiro passo, é ele que ama primeiro, que vem ao encontro do ser humano e o provoca. Tal como foi com Jeremias, assim também acontece com cada um de nós: é Deus quem nos seduz.
A segunda leitura expressa bem como deve ser a resposta do ser humano: ofertar a própria vida como sacrifício vivo e agradável a Deus, fazendo de si doação de amor que transforma o mundo. O Apóstolo Paulo convida o cristão a fazer-se hóstia viva, transformando-se diariamente à luz do Evangelho em vista da transformação de todo o mundo.
Neste contexto, celebramos com muita propriedade a vocação dos leigos e leigas. Homens e mulheres no mundo, os leigos e leigas são, em virtude do Evangelho, esta força transformadora da realidade; são instrumentos de Deus para que o mundo se transforme em Reino.
SÍMBOLOS E DINÂMICA
Uma procissão com os agentes de pastorais leigos seria muito conveniente. Cada um poderia carregar um cartaz com sua pastoral ou um símbolo de seu serviço eclesial para ser depositado na rede.
No momento do canto do Glória, várias velas, representando as pastorais e movimentos da Comunidade, podem ser acesas pelos agentes leigos.
Apresentar, num painel, fotos e dizeres do engajamento dos leigos no mundo civil: profissões, eventos, atuações, movimentos, etc, mostrando que a missão dos leigos ultrapassa as paredes da Igreja.
Fazer o envio, com uma bênção especial, dos leigos, renovando seu compromisso na Igreja.
Na hora da profissão de fé, acender velas e proclamar o Credo com bastante entusiasmo e como que renovando seu SIM a Deus e ao trabalho comunitário. Pode ser também em forma de diálogo, como na celebração do Batismo e na Vigília Pascal.
Valorizar o ministério da acolhida, em vista de despertar nas pessoas o gosto pela Comunidade, mostrando-lhes como são importantes para a Igreja.