Free songs

Festa de Santa Luísa de Marillac – Jubileu de Prata de Ir. Lourdes – 2011

30 de abril de 2014
VOLTAR

À luz do Evangelho e do grito dos Pobres,
uma resposta alegre e dinâmica: SIM

Família Vicentina – Vale do Jequitinhonha
11 a 13 de Março de 2011

Indicação Geral

Este roteiro consta de três encontros, sendo que o terceiro é uma Celebração Eucarística. Quanto aos dois outros encontros, sugerimos que sejam feitos com muita espiritualidade, com cantos bem escolhidos e deixando momento para a meditação, a reflexão e a partilha dos participantes. O ideal é que os responsáveis por cada dia preparem os encontros pensando nas pessoas que irão participar, para que tenham oportunidade de se expressar.
Lembramos que estamos unindo a festa de Santa Luísa de Marillac com a celebração do jubileu de prata de Ir. Lourdes. Isto torna este momento muito rico, não só em espiritualidade, como também em perspectiva vocacional. Seria muito proveitoso que cada dia fosse pensado e celebrado também nesta ótica. Os temas, todos fundamentados na vocação, nos levam a meditar sobre a vivência do amor e o serviço misericordioso aos irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres, tudo isso em vista da construção de um novo mundo possível. É importante ressaltar que Deus continua nos chamando para esta vocação, que Deus continua chamando seguidores para a transformação do mundo.
A preparação do ambiente ajudará muito a rezar. Sugerimos atenção especial aos símbolos de cada dia e que eles fiquem bem à mostra para todos os participantes. Que cada dia comece com um canto bem animado, que congregue as pessoas. Cabe também cantos ao longo do encontro, como na aclamação ao Evangelho, na homenagem final, etc.
No roteiro, não indicamos os momentos de canto, nem da reflexão, nem da partilha, nem da homenagem. Cada grupo responsável organize da melhor forma sua celebração. Apresentamos, junto com pequenas indicações, apenas os símbolos e as leituras para cada dia.

PRIMEIRA DIA
11 de Março


Vocação: chamado de Deus para a partilha do amor

Responsáveis: SSVP de Jenipapo

Símbolos: símbolos ligados à vocação, como também os símbolos que aparecem nas leituras: caminho, rede, casa, coração.

Indicações para os animadores do dia

Neste primeiro dia da celebração de Santa Luísa de Marillac e do jubileu de Ir. Lourdes, temos alguns textos para nossa meditação.
O texto bíblico traz o chamado de Jesus a seus discípulos, na versão de Mateus. Nele, os discípulos estão todos ocupados e atarefados, e mesmo assim responderam SIM ao Senhor, com alegria e disposição.
Na leitura espiritual, tirada de duas cartas de Santa Luísa, encontramos, primeiramente, a Santa Fundadora falando da grandeza da vocação de serviço aos Pobres. Segundo ela, muitas pessoas queriam se dedicar aos Pobres, mas não podem fazê-lo tal como nós o fazemos. Neste primeiro texto, Santa Luísa também manifesta seu desejo de fidelidade a esta vocação: “Quero ser fiel a Deus!”. Esta afirmação, tão disposta e alegre, nos convida a renovarmos nossa fidelidade e nosso SIM a Deus e aos Pobres.
No segundo texto, no qual Santa Luísa relata uma viagem feita com as Irmãs, notamos o imenso desejo de servir aos Pobres cultivado pelas Irmãs. Mesmo em viagem, procuravam onde estavam os doentes e Pobres para ir visitá-los.
Neste encontro, seria muito oportuno centrar as orações, cantos e reflexões na vocação e na alegria do serviço. Ressaltar que toda vocação existe em vista da partilha do amor, da transformação do mundo e para a defesa da vida de todos. A resposta que se dá a Deus está diretamente ligada ao compromisso com os irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres.

Iluminação Bíblica (Mt 4,18-22)

Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. Prosseguindo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam no barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Ele os chamou. Deixando imediatamente o barco e o pai, eles o seguiram.

Leitura Espiritual
Peço-vos a todas, por amor à morte de nosso amado Mestre, que vos renoveis em sua ressurreição e recebeis a paz que tantas vezes ele nos deu, na pessoa de seus apóstolos. Atenção: ele não nos dá a paz na ociosidade, mas no trabalho e na lembrança das chagas que por nós padeceu, ensinando-nos assim que não podemos ter paz com Deus, com o próximo e com nós mesmas, se Jesus Cristo não a der a nós. (…)
Quão felizes sois em comparação com tantas outras pessoas de vossa condição! Não me refiro apenas a pobres jovens, mas também a senhoras de alta posição que desejariam tanto ser empregadas no serviço de Deus e dos Pobres, que têm grande desejo de realizar a vontade de Deus e serem ajudadas nisso. Perdoai-me, queridas Irmãs, se a afeição que vos dedico me leva a falar-vos desta forma. Quantas vezes cometo as faltas que suponho em vós. Porém, verdadeiramente, quero ser fiel a Deus e pedir-lhe sua graça para tal (Santa Luísa, 08 de maio de 1647).
Chegando aos lugares onde devíamos comer ou pernoitar, algumas Irmãs dirigiam-se à Igreja para agradecer a Deus sua assistência e pedir-lhe que continuasse a no-la dar, assim como sua santa benção para cumprirmos sua santíssima vontade. Se no lugar havia um hospital, as mesmas Irmãs iam visitá-lo; se não, informavam-se se havia algum doente e faziam-lhe uma visita em nome da Companhia, para não ser interrompido o oferecimento de nossos serviços e deveres para com Deus, na pessoa dos Pobres. Quando se apresentava ocasião, dizíamos algumas palavras, ora sobre os principais mistérios da fé, cujo conhecimento é necessário à salvação, ora algum conselho sobre os bons costumes. Tudo isso, porém, brevemente. Quando possível, íamos, de manhã, à Missa, antes de sairmos para fazer os referidos atos (Santa Luísa, 1646).

SEGUNDO DIA
12 de Março

 Vocação: disposição missionária para o serviço aos irmãos

Responsáveis: MISEVI e JMV de Francisco Badaró

Símbolos: símbolos ligados à missão, como o globo terrestre, o mapa do Vale do Jequitinhonha, um painel com fotos de missões, e também os símbolos que aparecem nas leituras: caminho, fotos de sofredores e Pobres, hospedaria, coração, óleo, vinho.

Indicações para os animadores do dia

Neste segundo dia, temos como iluminação bíblica o episódio-parábola do Bom Samaritano, um convite mais que instigador para o serviço aos Pobres e a vivência da misericórdia.
Na leitura espiritual, temos alguns números das Constituições da Companhia das Filhas da Caridade, escolhidos por situarem a vocação da Filha da Caridade no horizonte do serviço aos Pobres: sem dúvida alguma, Deus chamou cada Irmã para dedicar sua vida aos sofredores e abandonados e, segundo Santa Luísa, que felicidade seria se a Comunidade das Irmãs servisse apenas os estritamente pobres.
Neste dia dedicado ao serviço missionário da caridade, é bom que as orações, os cantos e as reflexões sejam voltados para esta dimensão fundamental da vida cristã: a misericórdia. Ressaltar o mandamento de Jesus enviando seus seguidores à vivência da misericórdia e propor este caminho de caridade como caminho de verdadeira santidade.

Iluminação Bíblica (Lc 10,25-37)
Um doutor da Lei se levantou e, querendo experimentar Jesus, perguntou: “Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?” Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento; e teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus retomou: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava passando por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e moveu-se de compaixão. Aproximou-se dele e tratou-lhe as feridas, derramando nelas óleo e vinho. Depois colocou-o em seu próprio animal e o levou a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou dois denários e entregou-os ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, pagarei o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa”.

Leitura Espiritual

Das Constituições da Companhia das Filhas da Caridade
Constituições 7: a) As Filhas da Caridade, em fidelidade a seu batismo e em resposta ao apelo de Deus, doam-se inteiramente e em comunidade ao serviço de Cristo nos Pobres, seus irmãos e irmãs, com um espírito evangélico de humildade, simplicidade e caridade.
b) Um mesmo amor anima e dirige sua contemplação e seu serviço. Sabem, pela fé, que Deus as espera nos que sofrem. São Vicente expressa essa unidade dinâmica de sua vida quando diz: “Sois pobres Filhas da Caridade que vos destes a Deus para o serviço dos Pobres”.
Constituições 8: b) Para seguir Jesus e continuar sua missão, as Filhas da Caridade escolhem viver total e radicalmente os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência que as tornam disponíveis à finalidade da Companhia: o serviço de Cristo nos Pobres.
Constituições 9: Os Fundadores viram na vida fraterna um dos sustentáculos essenciais da vocação das Filhas da Caridade. Esta vida comum e fraterna é vivida na comunidade local, onde as Irmãs se acolhem na fé com simplicidade de coração. Na alegria, dão testemunho de Jesus Cristo e se reabastecem continuamente em vista da missão.
Constituições 11: a) Na escola do Filho de Deus, as Filhas da Caridade aprendem que nenhuma miséria lhes deve ser estranha. Cristo interpela continuamente a Companhia pelos irmãos e irmãs sofredores, pelos sinais dos tempos, pela Igreja. Múltiplas são as formas de pobreza, múltiplas as formas de serviço; um é o amor que Deus faz nascer naquelas que ele chamou e reuniu.
b) (…) “Oh, que felicidade, se sem ofender a Deus, a Companhia servisse apenas os estritamente pobres!” (Santa Luísa de Marillac).

TERCEIRO DIA – 13 de Março
SOLENIDADE DE SANTA LUÍSA DE MARILLAC
PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA

 

Vocação: uma resposta diária em defesa do projeto de Deus que é vida plena para todos

Responsáveis: FC e JMV de Jenipapo

Símbolos:

Um altar especial pode ser feito para Santa Luísa. Nele podem estar, de um lado, símbolos ligados às tentações que aparecem no Evangelho, de outro, símbolos da vocação, da missão e da consagração de Ir. Lourdes e dos ramos da Família Vicentina. Retratar neste altar a contraposição que aparece claramente no Evangelho de hoje: de um lado, a tentação e o anti-Reino; de outro, a vocação e o Reino da vida.

Indicações para os animadores do dia

Este terceiro dia da festa de Santa Luísa cai no primeiro domingo da Quaresma, cuja liturgia não pode ser substituída. Lembramos a sobriedade necessária neste tempo litúrgico e a espiritualidade penitencial própria da Quaresma. No entanto, sugerimos que seja cantada o Glória durante a Missa, para marcar a presença de Deus na comunidade e na luta pelo seu projeto, presença esta expressa na vida de Santa Luísa e nos 25 anos de consagração de Ir. Lourdes.
Neste dia, cabe ressaltar nas procissões, tanto da Bíblia quanto das ofertas, os símbolos da vocação e da missão.
A própria homilia, tendo como ponto de partida a Palavra de Deus e o tema de hoje, deve lançar luzes para a importância de se assumir o projeto de Deus, que é vida para todos. Importante mostrar como Santa Luísa soube enfrentar as tentações do ter, do poder e do prazer em vista deste projeto e como na vida de Ir. Lourdes, testemunho de fidelidade a Deus para todos nós, esta mesma vocação para o Reino foi se desenvolvendo nestes 25 anos.

ORAÇÃO DO DIA
Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

PRIMEIRA LEITURA (Gn 2,7-9; 3,1-7)
Leitura do livro do Gênesis
Então o SENHOR Deus formou o ser humano com o pó do solo, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida, e ele tornou-se um ser vivente. Depois, o SENHOR Deus plantou um jardim em Éden, a oriente, e pôs ali o homem que havia formado. E o SENHOR Deus fez brotar do solo toda sorte de árvores de aspecto atraente e de fruto saboroso, e, no meio do jardim, a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comais de nenhuma das árvores do jardim? ’” A mulher respondeu à serpente: “Nós podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’”. Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”. A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento. Colheu o fruto, comeu dele e o deu ao marido a seu lado, que também comeu. Então os olhos de ambos se abriram, e, como reparassem que estavam nus, teceram para si tangas com folhas de figueira. – Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL (Sl 50/51)
R/: Misericórdia, Senhor, pois pecamos.

– Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado,
e apagai completamente a minha culpa!

– Eu reconheço toda a minha iniquidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, foi contra vós que eu pequei,
pratiquei o que é mal aos vossos olhos!

– Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

– Dai-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!


EVANGELHO (Mt 4,1-11)

† Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo. Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” Ele respondeu: “Está escrito: ‘Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não porás à prova o Senhor teu Deus’!” O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar”. Jesus lhe disse: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’”. Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo. – Palavra da Salvação.

ORAÇAO SOBRE AS OFERENDAS

Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai da vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.