26 de Fevereiro – 1º Domingo da Quaresma (Ano B)

No Evangelho, Jesus aparece no deserto, sendo tentado pelo diabo, símbolo de tudo o que desestrutura o ser humano, que o afasta de Deus e dos irmãos. Em seguida, Jesus está pregando o Reino de Deus e a conversão. As leituras falam da aliança celebrada nas águas, em Noé e no Batismo, fonte de vida e de salvação, ingresso no Reino e no modo de viver de Jesus. Todos precisamos nos despojar de nós mesmos e de nossos demônios interiores e daqueles que rondam a sociedade para, assim, vivermos o Reino. O Batismo dá ao homem uma nova consciência (2ª leitura), redimida e verdadeiramente humanizante.

Sugestões: A água é um dos principais símbolos desta liturgia. Pode haver aspersão no ato penitencial. No final da missa, jovens podem segurar jarros de água para todos se benzerem. Montar um caminho no corredor da igreja para simbolizar o caminho quaresmal da penitência e marcar os 4 domingos da Quaresma, como focos de luz na caminhada.

04 de Março – 2º Domingo da Quaresma (Ano B)

A liturgia da transfiguração do Senhor destaca a ressurreição, preanunciada no período quaresmal. As vestes brancas, usadas no Batismo, são expressão da vida nova dos ressuscitados-batizados. O Cristo, morto como o cordeiro imolado no lugar de Isaac (1ª leitura), é o Ressuscitado, Senhor da vida e da história, que em seu amor (2ª leitura) ressuscita o ser humano.

Sugestões: Valorizar a Pastoral do Batismo. Convidar famílias que tenham crianças pra serem batizadas para participarem com as leituras e procissões da missa. Pode até ser feita a apresentação dos que estão pra ser batizados. Apesar da cor roxa, própria do tempo, valorizar o branco, nas vestes dos ministros e dos leitores e nas demais toalhas. Valorizar a entrada da Bíblia.

11 de Março – 3º Domingo da Quaresma (Ano B)

A liturgia está centrada na prática da verdadeira religião. Jesus, expulsando os vendilhões do Templo (Evangelho), declara que seu corpo é o santuário de Deus e que, nele, todos encontrarão o Pai. Sua vida, mesmo sendo escândalo ou insensatez para alguns (2ª leitura), é a manifestação do amor de Deus. Todos os mandamentos (1ª leitura) se concretizam nele e ganham maior relevância quando ligados ao Cristo. A verdadeira religião está em acolher a Palavra de Jesus e viver segundo sua vontade. Não adianta uma religião ritualista se o coração não está convertido, se o coração está cheio de imundícies, como a injustiça e a duplicidade, que precisam ser expulsas, tal qual no Evangelho.

Sugestões: O ato penitencial pode ser colocado depois da homilia e dinamizado com os pecados e situações que estão “entulhando” o templo que somos nós e a comunidade. Fazer o caminho da comunidade, num lugar de destaque, com suas dificuldades e obstáculos. Antes da missa, as pessoas podiam nomear estes problemas. Na entrada da Bíblia, destacar a figura de Moisés com as tábuas da lei.

18 de Março – 4º Domingo da Quaresma (Ano B)

A 1ª leitura, narrando sobre o exílio da Babilônia, traça um retrato da história humana, marcada por guerras, crimes e pecados. No Evangelho, Jesus se apresenta como a luz que veio ao mundo, para manifestar, a este mundo pecador e marcado por trevas, o amor de Deus (2ª leitura). É por causa desse amor que todos fomos salvos. Acolher o amor de Deus é atualizar a salvação que Cristo nos ofereceu na cruz e transbordar essa graça em obras de conversão.

Sugestões: Paramentos róseos. Um painel com fatos e tragédias do mundo atual poderia ilustrar a celebração, motivando a visualização do contexto atual e as preces da comunidade. A luz pode ser utilizada como símbolo principal da liturgia. A Bíblia podia entrar com a igreja escura, circundada por tochas, ou velas serem acesas à medida que a Bíblia entra na igreja.

25 de Março – 5º Domingo da Quaresma (Ano B)

A liturgia deste domingo está centrada na morte do Senhor, como verdadeiro sacrifício de reconciliação (2ª leitura e Evangelho), e no seu seguimento, como melhor resposta à sua oferta salvífica (Evangelho). O Cristo é o verdadeiro Cordeiro que, morto e ressuscitado pelo Pai, redime a humanidade. Não basta ver Jesus. É preciso segui-lo de coração e na totalidade da vida. Segui-lo é, portanto, um imperativo: sua lei, gravada no coração dos homens, é certeza da redenção e caminho de seguimento (1ª leitura).

Sugestões: Preparar uma entrada da Bíblia solene, destacando a Palavra de Deus no meio de um caminho (caminho do seguimento). Na frente da Bíblia, o símbolo da aliança fica muito apropriado. Destacar a cruz, que pode entrar na procissão inicial e ficar em lugar de destaque. Pode-se distribuir sementes ao final, lembrando o Evangelho e a necessidade de produzir frutos de conversão.