15 de Abril – 2º Domingo da Páscoa (Ano B)

A liturgia enfatiza a comunidade como lugar da ressurreição do mundo, como espaço da conversão e da fé no Deus vivo que ressuscitou Jesus. Na 1ª leitura, o retrato apresentado da comunidade mostra que, entre os discípulos, não havia necessitados, pois todos eram unidos e responsáveis pela vida dos irmãos. No Evangelho, a figura de Tomé é emblemática. Ausente da comunidade, não percebe a manifestação do Ressuscitado. Uma semana depois, no domingo seguinte (dia da comunidade), Tomé, presente junto com os discípulos, encontra-se com o fulgor da ressurreição e faz sua profissão de fé.

Sugestões: Fazer a entronização do Círio Pascal. Enfatizar a comunidade cristã. No canto do glória, pessoas com uma venda nos olhos poderiam estar espalhadas na Igreja e ter seus olhos desvendados por um grupo de agentes pastorais. No canto da paz, uma pessoa com uma bandeira branca poderia passar entre os presentes.

 22 de Abril – 3º Domingo da Páscoa (Ano B)

A liturgia apresenta outra manifestação do Senhor Ressuscitado, mostrando que aquele que o Pai ressuscitou é o mesmo que foi crucificado. O Cristo não é um fantasma. É o mesmo Jesus vivo no meio da comunidade dos seus discípulos. E assim como foi em sua pregação, o Ressuscitado continua convocando à conversão (1ª leitura e Evangelho). Jesus é o salvador, que perdoa o pecado do mundo (2ª leitura). No entanto, esta redenção precisa ser acolhida pelos fiéis, através das obras de conversão.

Sugestões: Fazer a entronização do Círio Pascal depois do ato penitencial, pedindo às pessoas que, após serem perdoadas, possam acender suas velas no Círio, como sinal da conversão e da acolhida do Ressuscitado em suas vidas. Enquanto isso, pode-se cantar o glória. Pode-se fazer uns peixinhos como lembrancinha desta missa, escrevendo em cada um o jogral grego que fez do peixe símbolo do Ressuscitado: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (ICTOS = peixe).

 29 de Abril – 4º Domingo da Páscoa (Ano B)

Domingo do Bom Pastor. Dia de oração pelas vocações. O Evangelho narra o discurso sobre o Bom Pastor, primeira imagem usada para retratar Jesus. Ele é o pastor que apascenta o rebanho, que cuida dos seus, que enfrenta as feras para proteger aqueles que são seus. O Bom Pastor nos garante que somos filhos de Deus (2ª leitura), pois Deus não abandona a obra de suas mãos. Da mesma forma, a Igreja tem que pastorear o mundo (1ª leitura), levando vida e salvação a todas as pessoas, especialmente àquelas mais sofredoras e abandonadas.

Sugestões: Enfatizar as vocações presbiterais e consagradas da comunidade. O Círio pode ser entronizado por religiosas, seminaristas ou mesmo pelos padres. A entrada da Bíblia poderia ser feita lembrando o Evangelho, com elementos agropastoris. Um jovem, vestido de pastor, com uma ovelha, poderia entrar com a Bíblia num embornal.

 06 de Maio – 5º Domingo da Páscoa (Ano B)

O Evangelho traz a videira como modelo da comunidade dos discípulos de Jesus (Igreja). Todos estamos ligados ao Ressuscitado e, por isso, somos membros uns dos outros, corresponsáveis e comprometidos com todas as causas do mundo. A Igreja, como comunidade dos remidos, é necessária à salvação. A experiência de ressurreição, nós a fazemos no interior da comunidade cristã, como Paulo (1ª leitura), que, assim que se converteu, vai fazendo aos poucos a experiência do seguimento nas comunidades cristãs. Não podemos apenas nos dizer cristãos; é preciso agir como tal. Na comunidade, encontramos este espaço de vivência real da fé (2ª leitura).

Sugestões: Preparar o ambiente com uma árvore, que pode ter plaquinhas com os nomes das pastorais e movimentos da comunidade. Cada um poderia receber um fruto (de papel) no início da missa e colocar nele seu nome. Depois da homilia ou na hora da apresentação das ofertas, todos poderiam colocar nessa árvore os tais frutos, como atitude de compromisso com a comunidade.