06 de Maio – 5º Domingo da Páscoa (Ano B)

O Evangelho traz a videira como modelo da comunidade dos discípulos de Jesus (Igreja). Todos estamos ligados ao Ressuscitado e, por isso, somos membros uns dos outros, corresponsáveis e comprometidos com todas as causas do mundo. A Igreja, como comunidade dos remidos, é necessária à salvação. A experiência de ressurreição, nós a fazemos no interior da comunidade cristã, como Paulo (1ª leitura), que, assim que se converteu, vai fazendo aos poucos a experiência do seguimento nas comunidades cristãs. Não podemos apenas nos dizer cristãos; é preciso agir como tal. Na comunidade, encontramos este espaço de vivência real da fé (2ª leitura).

Sugestões: Preparar o ambiente com uma árvore, que pode ter plaquinhas com os nomes das pastorais e movimentos da comunidade. Cada um poderia receber um fruto (de papel) no início da missa e colocar nele seu nome. Depois da homilia ou na hora da apresentação das ofertas, todos poderiam colocar nessa árvore os tais frutos, como atitude de compromisso com a comunidade.


13 de Maio – 6º Domingo da Páscoa (Ano B)

A liturgia deste domingo está centrada no amor (2ª leitura e Evangelho), dom do próprio Ressuscitado e fonte de vida para o mundo, que deve encontrar na Igreja espaço disponível para se estender a todos os povos (1ª leitura). O Ressuscitado, modelo do verdadeiro amor, porque ama por primeiro, convoca seus “amigos” para estarem unidos a ele e, assim, amar com amor divino.

Sugestões: Usar símbolos do amor, como o coração. Um grande coração, simbolizando Deus, e outros menores, ligados a ele, simbolizando a comunidade. Poderiam entrar depois do Evangelho, deixando as pessoas fazerem livremente algum comentário. Ou com a Bíblia. Lembrancinhas poderiam ser distribuídas no início da celebração, enfatizando o tema da liturgia. Poderia haver uma oração pela unidade da Igreja nessas lembrancinhas.

20 de Maio – Solenidade da Ascensão do Senhor (Ano B)

A liturgia da Ascensão aponta para dois pensamentos: 1) A conclusão do tempo da Ressurreição, levada à plenitude pela entronização de Jesus ao lado do Pai (2ª leitura); 2) A missão dos discípulos, verdadeiros continuadores da missão de Jesus (1ª leitura e Evangelho). Os textos mostram a cena da Ascensão sempre com o chamado para que os discípulos fiquem atentos à realidade, ao mundo em que vivem.

Sugestões: Após a homilia, retirar o Círio Pascal da Igreja. Enquanto o Círio sai, as pessoas poderiam acender suas velas nele, simbolizando a continuidade da missão de Jesus pela Igreja. Um mural pode ser feito com os nomes das Igrejas e Religiões do local, especialmente aquelas que estão no diálogo com a Igreja Católica, para lembrar o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. O Círio pode ser colocado neste mural.

27 de Maio – Solenidade de Pentecostes (Ano B)

A liturgia fala da vinda do Espírito Santo (1ª leitura), como primeiro dom do Ressuscitado (Evangelho), sobre a comunidade dos discípulos, formando-a na unidade da fé e no serviço dos carismas (2ª leitura). O Espírito, vindo sobre os fiéis, gera comunhão e unidade em torno do Evangelho de Jesus. Da mesma forma, coloca os discípulos em estado de missão e de serviço ao próximo.

Sugestões: Fazer a entrada solene do Círio Pascal, acendendo sete velas, lembrando os dons do Espírito Santo. Uma bandeira com a imagem do Divino também poderia acompanhar a entrada do Círio. Isso pode ser no início da celebração ou na hora do canto da sequência de Pentecostes. A Bíblia podia entrar com um globo terrestre, mostrando que o Espírito quer falar a todos os povos.

03 de Junho – Solenidade da Santíssima Trindade (Ano B)

A 1ª leitura fala da escolha que Deus fez do povo, escolha gratuita e amorosa, que o coloca intimamente ligado com a história do seu povo. A 2ª leitura fala do Espírito Santo, que garante a filiação da humanidade, pois clama em nós chamando Deus de Pai, como o fazia Jesus. Já o Evangelho é um convite à missão, à disponibilidade evangelizadora para que o todo o mundo seja batizado em nome da Trindade, isto é, que todos façam parte do povo escolhido, que vive sob a ação do Espírito do Ressuscitado.

Sugestões: Dar destaque para as famílias, lugar do amor, e para a comunidade, espaço do serviço de amor. Salientar a vivência do amor entre as pessoas, como expressão do acolhimento do Deus Trindade em suas vidas. Três grandes velas poderiam enfeitar o altar. Evite-se o uso da imagem do “Divino Pai Eterno”, para mão confundir o sentido das pessoas.

10 de Junho – 10º Domingo Comum (Ano B)

A liturgia contrapõe, de um lado, o reino do mal (Evangelho e 1ª leitura) e, de outro, a vida segundo a Palavra de Jesus, reino de irmãos, do amor e da justiça (Evangelho). Na 2ª leitura, o Apóstolo Paulo insiste na importância da renovação do homem interior, pela força da ressurreição. Este homem, renovado pela escuta da Palavra de Deus, pode, assim, ser construtor de um mundo segundo o desígnio de Deus.

Sugestões: Dar destaque à Palavra de Deus, que pode ser entronizada solenemente com cantos, danças e festividade. Valorizar o momento de silêncio após os textos bíblicos, a fim de aprofundar a meditação do que foi proclamado. Um painel pode mostrar o mundo sob o pecado e o mundo segundo o Evangelho. O ato penitencial pode salientar os pecados da divisão familiar, das rupturas sociais, da fragmentação da vida moderna.