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Dicas Litúrgicas (05/02 a 11/03)

30 de abril de 2014
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05 de Fevereiro – 5º Domingo Comum (Ano B)

A liturgia mostra Jesus curando a sogra de Pedro, que se põe a serviço dele e de seus discípulos. Na 2ª leitura, Paulo diz que se fez irmão de todas as pessoas e se colocou a serviço de todos em vista do anúncio do Reino de Deus. Diante desta realidade do serviço, a 1ª leitura apresenta um retrato do mundo decaído, deprimido, sofredor e desarticulado em suas forças. Para este mundo, o Evangelho é um convite ao serviço: dar de nossa pobreza, ser irmão, mesmo na fraqueza, dos fracos e pequenos.

Sugestões: Valorizar as pastorais e movimentos que prestam diretamente serviço à vida e aos pobres. O símbolo do avental, que remete ao serviço, é muito oportuno. Fazer um painel com o retrato do mundo atual, convocando as pessoas para um compromisso efetivo com o serviço dos irmãos.

12 de Fevereiro – 6º Domingo Comum (Ano B)

A liturgia está centrada na lepra (1ª leitura e Evangelho). A lepra, símbolo de tudo o que corrompe o ser humano, física e espiritualmente, tornando-o totalmente desfigurado, move o coração misericordioso de Deus. A proposta de Jesus é vida plena para todos, na liberdade, na integridade e na solidariedade. A 2ª leitura apresenta duas lepras que precisam ser curadas: o escândalo e a busca de vantagens pessoais.

Sugestões: Fazer um painel com as atuais lepras, que estão destruindo as pessoas. Não se esquecer de acentuar os problemas sociais, como as drogas, a violência, o desrespeito, a injustiça social, a corrupção, etc… O ato penitencial, deixado para depois da homilia, podia ser dinamizado com essas lepras. Usar água como símbolo da graça de Deus, lembrando as água que lavaram Naamã.

19 de Fevereiro – 7º Domingo Comum (Ano B)

A liturgia está centrada no perdão de Deus que ergue o ser humano de sua paralisia (Evangelho), que faz novas todas as coisas (1ª leitura). A paralisia representa o ser humano impossibilitado de progredir, estagnado em sua vida pelo pecado e pelas estruturas de dominação do mundo. Neste Evangelho, enfatiza-se também a participação da comunidade: a graça de Deus – e ele é fiel a suas promessas, nunca se contradizendo (2ª leitura) – é intermediada pelos irmãos e irmãs, pela solidariedade.

Sugestões: Na procissão de entrada da Bíblia, pode-se representar o Evangelho: a Bíblia seria a força de erguimento de um doente, carregado pelos irmãos. Favorecer momentos em que todos deem as mãos, significando a solidariedade da comunidade. Mostrar num painel ou cartaz os trabalhos sociais da comunidade.

26 de Fevereiro – 1º Domingo da Quaresma (Ano B)

No Evangelho, Jesus aparece no deserto, sendo tentado pelo diabo, símbolo de tudo o que desestrutura o ser humano, que o afasta de Deus e dos irmãos. Em seguida, Jesus está pregando o Reino de Deus e a conversão. As leituras falam da aliança celebrada nas águas, em Noé e no Batismo, fonte de vida e de salvação, ingresso no Reino e no modo de viver de Jesus. Todos precisamos nos despojar de nós mesmos e de nossos demônios interiores e daqueles que rondam a sociedade para, assim, vivermos o Reino. O Batismo dá ao homem uma nova consciência (2ª leitura), redimida e verdadeiramente humanizante.

Sugestões: A água é um dos principais símbolos desta liturgia. Pode haver aspersão no ato penitencial. No final da missa, jovens podem segurar jarros de água para todos se benzerem. Montar um caminho no corredor da igreja para simbolizar o caminho quaresmal da penitência e marcar os 4 domingos da Quaresma, como focos de luz na caminhada.

04 de Março – 2º Domingo da Quaresma (Ano B)

A liturgia da transfiguração do Senhor destaca a ressurreição, preanunciada no período quaresmal. As vestes brancas, usadas no Batismo, são expressão da vida nova dos ressuscitados-batizados. O Cristo, morto como o cordeiro imolado no lugar de Isaac (1ª leitura), é o Ressuscitado, Senhor da vida e da história, que em seu amor (2ª leitura) ressuscita o ser humano.

Sugestões: Valorizar a Pastoral do Batismo. Convidar famílias que tenham crianças pra serem batizadas para participarem com as leituras e procissões da missa. Pode até ser feita a apresentação dos que estão pra ser batizados. Apesar da cor roxa, própria do tempo, valorizar o branco, nas vestes dos ministros e dos leitores e nas demais toalhas. Valorizar a entrada da Bíblia.

11 de Março – 3º Domingo da Quaresma (Ano B)

A liturgia está centrada na prática da verdadeira religião. Jesus, expulsando os vendilhões do Templo (Evangelho), declara que seu corpo é o santuário de Deus e que, nele, todos encontrarão o Pai. Sua vida, mesmo sendo escândalo ou insensatez para alguns (2ª leitura), é a manifestação do amor de Deus. Todos os mandamentos (1ª leitura) se concretizam nele e ganham maior relevância quando ligados ao Cristo. A verdadeira religião está em acolher a Palavra de Jesus e viver segundo sua vontade. Não adianta uma religião ritualista se o coração não está convertido, se o coração está cheio de imundícies, como a injustiça e a duplicidade, que precisam ser expulsas, tal qual no Evangelho.

Sugestões: O ato penitencial pode ser colocado depois da homilia e dinamizado com os pecados e situações que estão “entulhando” o templo que somos nós e a comunidade. Fazer o caminho da comunidade, num lugar de destaque, com suas dificuldades e obstáculos. Antes da missa, as pessoas podiam nomear estes problemas. Na entrada da Bíblia, destacar a figura de Moisés com as tábuas da lei.