04 de Dezembro – 2º Domingo do Advento (Ano B) 

A liturgia nos apresenta a figura de João Batista, como precursor do Messias, aquela voz que prepara o caminho do Senhor. Esta vinda do Senhor aparece e em todas as leituras. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, essa vinda não é para amedrontar. Ele vem como “o pastor que cuida de seu rebanho” e, diante dele, a atitude do fiel deve ser a verdadeira conversão, a mudança total de vida a partir do seu Evangelho.

Sugestões: Usar a água como símbolo da conversão. A entrada de vasilhas com água fica muito bem. Aspersão durante o ato penitencial, que pode ser colocado depois da homilia. Ao final da missa, pessoas podem ficar com as vasilhas de água nas portas para que todos se benzam com a água. Pode-se fazer, perto do altar ou em outro lugar que dê visibilidade, um caminho com pedras, entulhos e obstáculos, lembrando o caminho da conversão. Estas pedras podem ser nomeadas com dificuldades da comunidade.

11 de Dezembro – 3º Domingo do Advento (Ano B)

É o domingo da alegria (2ª leitura). No Evangelho, João Batista continua convocando o povo à conversão. A 2ª leitura aponta a conversão no sentido pessoal, falando da santificação de todo o ser da pessoa em vista do encontro com Deus. A 1ª leitura, por sua vez, aponta que esta conversão que começa no coração do ser humano tem que chegar às relações sociais e à vida comunitária. A verdadeira conversão trilha o caminho da justiça social e da libertação.

Sugestões: Paramento rosa. Ressaltar a alegria pela iminência da vinda do Senhor. No ato penitencial, as motivações poderiam partir da 1ª leitura: pobres, aflitos, presos, famílias, etc… Poderia ter inclusive pessoas vestidas a caráter. A água (por causa do batismo de conversão de João) ainda é um símbolo muito oportuno. Flores poderiam ser colocadas no presépio, simbolizando a alegre expectativa da vinda do Messias.

18 de Dezembro – 4º Domingo do Advento (Ano B)

A liturgia apresenta a promessa do Messias e o seu cumprimento com a anunciação do Anjo à Maria. A 2ª leitura proclama que tanto a promessa quanto seu cumprimento foram manifestados para todo o mundo. Salta às vistas a proximidade do nascimento do Senhor. Deus está prestes a cumprir definitivamente seu projeto de amor redentor.

Sugestões: Valorizar as mulheres grávidas da comunidade: poderiam participar das leituras e das procissões. Como está sendo celebrada a expectativa da vinda do Messias, as grandes intenções da comunidade podiam ser apresentadas na oração dos fiéis, com cartazes e desenhos, se for possível. Estas intenções, mais algumas que as pessoas podem escrever antes da celebração, poderiam ser depositadas no presépio.

25 de Dezembro – Natal de Nosso Senhor (Ano B)

Celebração da encarnação do Filho de Deus, de seu amor salvador. Todas as leituras apontam para o amor de Deus que se manifesta, se revela e revela o Filho amado. Ao ser humano, tanto pessoal como comunitariamente, cabe acolher o Mistério de Deus com alegria, fé e esperança.

Sugestões: Em todas as celebrações pode ser feita a entrada solene da imagem do Menino Jesus. Pode-se usar incenso. Uma bonita dança para o canto do glória ajudaria a marcar a solenidade deste canto. O Menino Jesus pode entrar neste momento. Flores de enfeite do presépio podem ser distribuídas ao final, como gesto de solidariedade e fraternidade entre os presentes.

01 de Janeiro – Santa Maria, Mãe de Deus (Ano B)

Os textos nos falam da bênção e da paz, frutos da presença de Deus no meio da humanidade. A apresentação de Jesus no Templo resgata as tradições judaicas e une os povos na pessoa do Salvador.

Sugestões: A bênção que aparece na 1ª leitura poderia ser usada tanto no final da missa como por todos os presentes, em forma de cumprimento. O gesto de paz poderia ser bem dinamizado, com dança e música bem animada, favorecendo o abraço e o cumprimento de todos. Uma procissão com a imagem de Nossa Senhora ficaria muito bem, especialmente na intenção da paz.

08 de Janeiro – Epifania do Senhor (Ano B)

A liturgia traz a manifestação do Senhor a todos os povos, representados pelos reis magos, superando, assim, a ideia de que o Messias seria apenas para o povo de Israel. A salvação, qual luz que brilha sem barreiras, atravessa todos os povos, culturas e circunstâncias. A religiosidade popular, ao desenhar estes reis, fez muito bem caracterizando-os como representantes de todos os povos (negro, branco e amarelo).

Sugestões: A liturgia fala muito de luz. O Salvador é luz para todos os povos. A entrada da Bíblia poderia ser feita com a igreja escura e com várias velas. No início da missa pode-se fazer a entrada da imagem dos reis até o presépio. Um globo terrestre, ou o mapa mundi, reforçaria o sentido da universalidade da salvação. Nas preces, podem ser mencionados todos os continentes e as missões.