VOLTAR

espiritualidade2

  1. Nós Vicentinos a exemplo de São Vicente, com a graça de Deus, devemos deixar-nos interpelar, em nossa vida espiritual, pela realidade do pobre, sufocado por estruturas injustas levando-nos a vivenciar profundamente a presença viva do Verbo Encarnado.
  1. Nesta perspectiva, integraremos como elementos inspiradores de nossa vida segundo o Espírito, isto é, de nossa espiritualidade:

1.º)  Esforço contínuo de conversão para o seguimento de Jesus Cristo Evangelizador dos pobres.

2.º)  Compromisso solidário de fé com a causa dos pobres, seus movimentos e lutas por uma libertação integral.

3.º)  Aceitação lúcida e generosa dos riscos e inseguranças, dos conflitos e rupturas inerentes à nossa opção.

4.º)  Docilidade à Providência na abertura ao novo, às necessidades urgentes e atuais, à luz dos sinais dos tempos, aos desafios que o Espírito suscita à nossa presença missionária na Igreja.

5.º)  Disponibilidade para partilhar da Páscoa do Senhor, na procura da vida para todos.

  1. Para alimentar esta nossa espiritualidade, enfatizamos e explicitamos alguns pontos já contidos em nossas Constituições:

1.º)  A Eucaristia, centro e ápice de toda espiritualidade cristã, será celebrada e vivida com intensidade interior, segundo o planejamento de cada Comunidade, preferentemente preparada em comum, sobretudo em certos tempos fortes e acontecimentos especiais de nossa vida interna, da Família Vicentina e da vida do Povo.

2.º) Teremos especial atenção e cuidado com nossa atualização bíblica, litúrgica e teológica, frequentando cursos específicos e, sobretudo, sendo fiéis à leitura cotidiana da Palavra, refletida à luz da fé e da vida.

3.º)  Seremos abertos à renovação de nossa piedade mariana, à luz da Bíblia e da reflexão teológica atual,  vendo em Maria a companheira de nossa caminhada, a cantora da justiça de Deus para com os pobres, a Mãe presente e solidária ao Supremo Oprimido. Nesta linha, procuraremos descobrir e recuperar, para hoje, valores libertadores em nossos exercícios e devoções tradicionais para com Maria: Rosário, Novenas, Ladainhas, Procissões, etc.

  1. Todo o nosso empenho por uma pastoral e uma espiritualidade libertadora resultará vazio, se não se apoiar na efetiva aplicação à oração pessoal e comunitária. Por isso, dedicar-nos-emos, fielmente, a uma hora completa de oração diária, incluindo neste tempo a recitação, em comum, de alguma hora litúrgica, salvo o que se estabelece no Art. 45 § 3 das CC.
  1. Para ativar nosso compromisso com os pobres, procuraremos celebrar o dia de nosso Batismo, da nossa Vocação e de nossos Votos, tentando assimilar suas exigências em toda a nossa vida e atividades.
  1. Em todas as nossas celebrações litúrgicas e sacramentais, teremos todo o empenho em explicitar para nós e para o Povo e, particularmente, para a Família Vicentina o conteúdo libertador destes gestos e acontecimentos.
  1. Integraremos, em nossa espiritualidade pessoal e comunitária, todos os momentos de oração e celebrações com o Povo de Deus.