Congregação da Missão

Cúria Geral

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Apelo Missionário

Outubro de 2009

A todos os membros da Congregação da Missão

A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo encham seus corações agora e sempre!

Nestes doze meses em que comemoramos os 350 anos da morte de nossos Fundadores, escolhemos como tema “Caridade e Missão”. Somos convidados a refletir e aprofundar nossa espiritualidade vicentina no dom da caridade em favor de nossa Missão e por meio dela. Por meio desta carta em favor das Missões, espero que os Coirmãos de toda a Congregação da Missão acolham em seu coração alguma das missões onde há verdadeiras necessidades e pensem seriamente nela.

Como me escreveu um Coirmão jovem: “Não é fácil tomar a decisão de sair da própria Província e embarcar numa nova experiência missionária”. É importante rezar, discernir, escutar o que Deus nos está dizendo no coração e depois falar com o Visitador da Província para que também ele possa ajudar-nos a discernir os caminhos pelos quais Deus nos chama a que nos entreguemos totalmente na Congregação da Missão. A necessidade de caridade é imensa em todo o mundo. Muitas das missões que nos foram confiadas clamam por uma maior presença de evangelizadores. Recebemos novos pedidos de ajuda por parte de Bispos que se encontram numa necessidade imperiosa de agentes de pastoral.

Começo com nossas próprias missões e com alguns exemplos da ajuda que estão pedindo. Depois, como de costume, apresentarei as necessidades de nossas Províncias que têm territórios de missão e sentem a falta de pessoal. Mesmo se não estamos na disposição de entregar-nos às missões, talvez possamos manifestar a caridade através de outras doações concretas. No final desta carta, há mais informações. O Bispo Dom Hélder Câmara disse umas palavras que um Coirmão jovem me recordou recentemente: “Ninguém é tão pobre que não tenha algo que dar nem tão rico que não possa receber alguma coisa”.

MISSÕES INTERNACIONAIS

1- Papúa-Nova Guiné

a. O Pe. Vladimir Malota escreve: “Sou o primeiro sacerdote que reside permanentemente em Nossa Senhora de Fátima en Woitape em 19 anos. A paróquia sofreu um colapso estrutural e pastoral. Agora estou primeiro reconstruindo o sistema pastoral. Restabeleci as visitas regulares a todas as povoações da montanha e da floresta. Pela primeira vez em 20 anos, as pessoas mais idosas, com lágrimas nos olhos, podem receber os sacramentos e morrer na graça de Deus. Estou preparando a casa missionária que se acabou totalmente nas últimas duas décadas.”

“Espiritualmente estou experimentando … o ressurgimento das cinzas de uma paróquia pobre numa das regiões mais afastadas. Há algo mais vicentino?

“Woitape está situada nas Montanhas Goilala e é acessível só por teco-teco ou com um machado… Todo abastecimento chega por via aérea. A Missão católica está situada num vale muito lindo; as povoações estão espalhadas pelas montanhas e só se pode chegar até elas a pé.”

“O clima reflete a dicotomia das duas estações de região montanhosa: período seco e período úmido. Durante o dia a temperatura pode chegar aos 30ºC, mas de noite com frequência baixa até zero.”

“Oficialmente atendemos também a paróquia de São Martinho de Porres em Kosipe. Até lá só podemos chegar a pé, após um dia de caminhada desde Woitape. A Missão foi totalmente destruída no incêndio de 1997. Pastoralmente está quase totalmente desintegrada à espera de um sacerdote. Na paróquia de Kosipe estive num povoado que tinha sido visitado por um padre a última vez havia 60 anos”.

“Há muitos outros como esse, que estão esperando um missionário que queira e possa pregar o Evangelho aos mais pobres da pobre Papua-Nova Guiné” .

b. O Seminário do Espírito Santo, Bomana, é interdiocesano, situado fora de Port Moresby, capital de Papua-Nova Guiné. Atualmente há 38 seminaristas e somente dois formadores. A necessidade de mais sacerdotes formadores é imperiosa já que o trabalho aumentou consideravelmente. Faz um ano, havia quatro formadores residentes: dois eram Coirmãos vicentinos (o Pe. Rolando Santos, das Filipinas, e o Pe. Tulio Cordero, da República Dominicana). O Pe. Tulio deixou o seminário o ano passado ao ser nomeado Visitador da Província de Porto Rico, e o Pe. Rolando Santos deixou o seminário em junho deste ano, para assumir o oficio de Secretário Geral da Conferência dos Bispos de Papua-Nova Guiné e das Ilhas Salomão. Um dos dois padres diocesanos formadores deixou o seminário para estudar em Roma. O seminário conta agora só com o Pe. Justin Eke, Coirmão nosso da Nigéria, e como reitor o Pe. Peter Artiken.

A Igreja de Papua-Nova Guiné está crescendo com os desafios de toda Igreja jovem. Um destes é a disciplina e o compromisso leal assumido pelos sacerdotes. A experiência recente manifesta que se necessita uma nova dimensão na formação dos seminaristas que se preparam para a Missão. Na Igreja de Papua-Nova Guiné é habitual ver sacerdotes que nos três primeiros anos de ordenação já são suspensos de ordens, reduzidos ao estado leigo ou que abandonam as Ordens sacras. É um fato que provoca dúvidas sobre as convicções iniciais dos candidatos.

É muito importante encontrar Coirmãos para o seminário, especialmente se temos em conta que foi muito difícil conseguir sacerdotes locais para ocupar os lugares deixados pelos Padres Santos e Tulio. O seminário precisa de um diretor espiritual e um conselheiro (Guia/Psicólogo). Os Bispos esperam que aumente nossa presença, começando pela ajuda ao clero, como fez São Vicente.

c. O Bispo de Kiunga, Dom Gilles, escreve: “Recorri a vocês para continuar com os pedidos apresentados já faz alguns anos, depois de minha visita à Cúria Geral. O Pe. Rolando Santos me tinha dito que pensava vir trabalhar em nossa diocese, mas foi nomeado Secretário Geral de nossa Conferência de Bispos. Assim, meu pedido é o mesmo: um sacerdote para que acompanhe meus sacerdotes na casa de formação, onde queremos preparar candidatos para a vida do seminário. Tenho consciência de suas necessidades e de que os pedidos de ajuda são muitos, mas pedir-lhe alguns padres é o único meio que temos para conseguir obter os nossos próprios padres. Por favor, não nos esqueça!” A língua é o inglês e o “inglês local”.

2- Ilhas Salomão. O Pe. Greg Walsh, superior dos Coirmãos nas Ilhas Salomão, pergunta: “Você gostaria de trabalhar numa Igreja viva e vibrante, para plantar sementes que produzam frutos abundantes durante muitos anos? Aqui nas Ilhas Salomão a Congregação tem a sorte de estar formando uma nova geração de sacerdotes e de servir uma comunidade jovem sedenta de conhecer melhor sua fé. As necessidades são grandes. Temos certeza de que você sentirá uma alegria indizível, trabalhando aqui com seus irmãos. Venha para um semestre ou para uns poucos anos, ou para muitos! Necessitamos urgentemente de Coirmãos dispostos a lecionar no seminário, já que recentemente cresceu até abarcar o seminário maior completo. Nossas maiores necessidades são Sagrada Escritura e Teologia Moral. Gostaríamos demais de contar com um Coirmão que ensinasse estas matérias. Há outras muitíssimas oportunidades no ministério pastoral, na educação de adultos, no cultivo de vocações para a Congregação da Missão, nas missões populares em lugares muito isolados. Fazemos a vocês um convite cordial. Escola apostólica: Seminário do Santo Nome de Maria; outros trabalhos pastorais em ordem de importância conforme os vemos: Casa vocacional da Praia Vermelha, Paróquia do Bom Pastor, Centro apostólico de Nazaré, Assentamento de Creek Burns, Cadeia de Honaira. Novas possibilidades: uma paróquia nos arredores de Auki (a diocese mais povoada e vibrante das Ilhas Salomão): formação dos aspirante à Congregação da Missão (atualmente nossos estudantes são enviados às Ilhas Fiji). Queremos oferecer uma “Experiência nas Ilhas Salomão” para que os interessados possam conhecer as necessidades locais, discernir sua resposta e divulgar nossa Missão”. Fala-se inglês e o “inglês local”.

3- El Alto, Bolivia. Vocês se lembrarão de que, numa das circulares anteriores do Tempo Forte anunciei uma reestruturação de nossa Missão em El Alto, Bolívia. Graças a Deus, esta reestruturação se está completando. Tentamos concentrar os Coirmãos para que possam apoiar-se mutuamente e viver o que nossas Constituições chamam comunidade para a Missão. Assim, tivemos que renunciar a uma das paróquias que temos em El Alto. Dois Coirmãos viverão juntos numa das paróquias e outros dois noutra paróquia. Um dos missionários desta equipe de quatro chegou recentemente, dia 28 de setembro, o Pe. Aidan Rooney, da Província oriental dos Estados Unidos. Viverá com o Pe. Diego Plá em Mocomoco. O superior da Missão, Pe. Aníbal Vera, viverá com o Pe. Cyrille de la Barre de Nanteuil em Italaque. No final deste ano, um dos missionários que trabalha lá já faz dez anos, o Pe. Abdo Eid, voltará à sua Província de origem, a Província do Oriente, depois de ter entregado generosamente estes anos à Missão de El Alto. Esperamos que descanse durante algum tempo para poder assumir depois outra experiência missionária num futuro não distante. Sou muito agradecido ao Pe. Abdo pela generosidade que manifestou durante estes anos trabalhando com nossos seminaristas, com os seminaristas de La Paz e de El Alto e com os universitários.

4- Estamos iniciando uma nova Missão, como já se mencionou numa circular anterior, em Cochabamba. Dia 7 deste mês de outubro, visitou-nos o Arcebispo de Cochabamba para acertar os pormenores desta nova Missão em que esperamos contar ao menos com três Coirmãos, um dos quais será o diretor das Filhas da Caridade da Bolívia. Agora peço um quarto Coirmão para esta casa porque, ouvindo o senhor Arcebispo com seu vigário de pastoral, as necessidades são grandes e o trabalho é muito. Os Coirmãos que trabalhem nesta Missão colaborarão com as Filhas da Caridade que têm quatro casas por lá e também em conexão com outros ramos da Família Vicentina, particularmente com a comunidade da Juventude Marial Vicentina da Espanha. A língua tanto em El Alto como em Cochabamba é o espanhol; falam-se também o aimara e o quíchua.

NOVAS MISSÕES

Recebi recentemente uma carta de um Bispo de Angola. Diz o seguinte: “Acabo de ser nomeado Bispo da diocese de Mbanza Congo, em Angola. Ao visitar a diocese doeu-me ver a falta de sacerdotes diocesanos e também de missionários. Um pouco de informações sobre a diocese, que está situada ao norte de Angola. Tem uma população de 676.400 habitantes distribuída numa área de 39.459 km2. Da população, 339.300 são católicos. Há 6 paróquias, 3 congregações masculinas e 6 femininas, 6 sacerdotes diocesanos, 12 sacerdotes religiosos, 33 religiosas. Como pode ver, o pessoal missionário é muito limitado para atender aos católicos e não somente a eles… Por este motivo lhe escrevo com confiança e humildade, pedindo à sua Congregação a possibilidade de fazer-se presente em nossa diocese com o objetivo principal de dedicar-se à evangelização e à direção de nosso seminário menor. Esperando obter uma resposta positiva, renovo-lhe os sentimentos de respeito e consideração para com sua pessoa e lhe agradeço de antemão sua generosidade e sua disponibilidade. Vicente Carlos Kiaziku, OFM cap., Bispo de Mbanza Congo.” A língua é o português.

Paróquia-Missão Santiago Apóstolo, Amubri, Talamanca, Costa Rica.

William Benavides Araya nos diz “A paróquia está nas montanhas de Talamanca. Tem uns 10.000 habitantes indígenas Bribris e 3.000 Cabécares. A região tem 33 povoados no distrito de Bratsi e Telire. O centro paroquial está em Amubri e para chegar lá é preciso primeiro ir a Suretka (cantão Talamanca, Província de Limón), atravessar o rio Telire e Lari de barco e depois caminhar a pé 8 quilômetros (atualmente há um ônibus). Em Amburi há meios de comunicação, transporte público, luz elétrica, estações de rádio, uma escola, um colégio, um centro de saúde e acesso à internet. Nossa gente é muito simples, aberta e generosa, mas ao mesmo tempo cuidadosa em seu modo de agir e reservada em seus costumes. A família típica se compõe de mãe e filhos, ou avó e netos; o pai geralmente está ausente. A juventude se deixa arrastar pela sociedade de consumo: é hedonística, conformista, abandonando facilmente os costumes e as tradições. Dependemos de agentes pastorais nas distintas comunidades; sua liderança é fundamental. Quanto à religião, a maioria da população segue o Catolicismo, embora as seitas “ataquem” cada vez com mais força. A Igreja é fraca e o compromisso da comunidade cristã é mal interpretado. Entretanto, existem expressões de fé e decisões que nos animam a seguir adiante. A Vice-Província de Costa Rica pede à Congregação do mundo inteiro missionários que queiram partilhar esta forma de fé dos indígenas de Talamanca, de modo que estes nossos irmãos possam gozar do privilégio de conhecer em profundidade o Reino de Deus para com eles”.

Recebemos um pedido de ajuda do Vice-Visitador de Costa Rica, Pe. Oscar Mata. Precisa de um formador experimentado para acompanhar os seminaristas do seminário de Ipis. A língua de Costa Rica é o espanhol. A casa de formação está numa parte muito pobre da cidade, mas com amplos espaços para atividades pastorais tanto por parte dos seminaristas como por parte do formador. Na casa vivem o diretor do movimento leigo missionário e o diretor das vocações. A língua é o espanhol.

1. Cuba: peço mais uma vez ajuda para nossa pequena Província de Cuba, constantemente necessitada de mais missionários. Graças a Deus, este ano pudemos enviar para lá um novo missionário, o Pe. Angel Garrido, missionário durante muitos anos em Madagascar, originário da Província de Madri, Espanha. Como todos sabem, temos muito poucos Coirmãos em Cuba mas são muito trabalhadores e pessoas de valor, embora de idade bastante avançada; precisam de missionários jovens. A língua de Cuba é o espanhol. É preciso saber viver dentro de algumas limitações políticas e de estruturas sociais especiais.

2. Honduras. A Província de Barcelona pede ajuda para sua Missão em Honduras. Atualmente recebemos o apoio de duas Províncias: os Pes. Miguel Angel Renes, de Madri, e Alexander Cortez, da América Central. Acompanhar o povo nestes momentos tumultuosos e politicamente inquietantes é muito importante. A Missão se esforça por trabalhar com missionários leigos e por promover o trabalho pastoral em equipe. A língua é o espanhol e o mosquitio.

3. Nestes últimos dias, recebi um pedido do novo Visitador da Província do Congo, o Pe. Stanislav Zontak, que precisa de um Padre amadurecido com experiência na formação. A Província do Congo, graças a Deus, tem muitas vocações mas, em geral, é muito jovem e carente de experiência e de formação. Foi este o pedido de ajuda dele. A língua é o francês.

4. A China está continuamente pedindo ajuda para sua comunidade tão internacional da Província de Taiwan; mas quero fazer uma chamada especial para participar numa nova experiência na China continental, onde a Província tem atualmente três Coirmãos, os Pes. Pawel Wierzbicki, polonês, um Coirmão dos Estados Unidos, Tom Sendlein, e um Coirmão holandês, Henk De Cuijper. Neste último ano se ofereceu como voluntário o Pe. Francis Cruz, das Filipinas, que já esteve trabalhando na China continental, assim como outro Coirmão da Irlanda, o Pe. Padraig Regan, que dedicou generosamente seis meses de ministério à China continental. Em conformidade com a Província chinesa, pedi à Conferencia do Pacífico e da Ásia que estude a situação para preparar-se para evangelizar na China continental como o estão fazendo outras congregações religiosas. O Pe. Padraig escreveu assegurando que há vocações. Com paciência, bom acompanhamento e um bom planejamento vocacional, podemos atrair jovens chineses que convidamos a dedicar suas vidas à evangelização dos Pobres.

5. Outra Vice-Província que pede ajuda regularmente é a dos Santos Cirilo e Metódio, uma área desafiadora e promissora para a evangelização. Gradualmente, a Vice-Província está promovendo as vocações na Ucrânia e na Bielo-Rússia, mas não com a rapidez suficiente para responder às necessidades, visto que diversos missionários que ajudaram a Missão até agora estão regressando a suas Províncias de origem. Todos podemos aprender muito do anterior Vice-Visitador, um missionário veterano, o Pe. Paul Roche, que, depois de terminar seu serviço no cargo, continua na Missão, oferecendo-se para ir para a Sibéria. Oxalá haja jovens na Congregação da Missão dispostos a sacrificar-se para trabalhar nesta região do mundo que se esforça para chegar a conhecer o amor de Deus através da fé católica. A língua comum dos Coirmãos da Vice-Província é o russo.

6. Outra Província que é claramente missionária, que pediu ajuda e que goza da prerrogativa de ter sido um dos territórios para onde São Vicente começou a mandar missionários, é Madagascar. Madagascar pediu à Província de Paris missionários vietnamitas, levando em consideração que o Vietnã foi abençoado por Deus com uma grande abundância de vocações. As línguas são o francês e o malgache.

7. Outra Vice-Província missionária que anda sempre necessitada de ajuda é Moçambique. Tem diversos Coirmãos de Portugal e do México. Também quero informar que outras Províncias ou Vice-Províncias da África estão ajudando a Missão de Moçambique. Recentemente, dois jovens Coirmãos da Nigéria foram para lá, os Pes. Gabriel Ugwunwangwu e Nicolau Ikpeme, assim como Coirmãos da Etiópia e do Congo. E também do Brasil. A Província de Salamanca também tem uma comunidade em Moçambique (em Nacala) onde trabalham uma comunidade de Juventude Marial Vicentina e outros dois Coirmãos, um da Espanha e um da Eritreia. Esta Missão precisa de pelo menos mais um Coirmão, para que o trabalho não fique tão estressante para a equipe missionária. As línguas são o português e alguns idiomas locais.

8. Possivelmente a Guiné Equatorial. O grupo dos Missionários Leigos Vicentinos (MISEVI), da Espanha, deu os primeiros passos para abrir uma nova comunidade. Contarão com o apoio das Filhas da Caridade que já trabalham lá. Esperam que a nossa Congregação se una a este projeto missionário. A língua é o espanhol.

Concluo com uma parte da oração para comemorar os 350 anos da entrada no céu de nossos santos Fundadores:

Senhor Deus Onipotente, Pai dos Pobres, neste ano nos concedeis a graça de comemorar os 350 anos da morte de São Vicente e Santa Luísa. Concedei-nos, por intercessão deles, que nos deixemos transformar mais plenamente pelo Espírito que lhes destes. Que o espírito de caridade inunde nosso coração e nossa mente, para que nosso amor aos marginalizados e excluídos pela sociedade seja inventivo ao infinito, carinhoso, atento, misericordioso e previdente.

Ajudai-nos a ser fortes e humildes em nossa fé, neste nosso mundo que parece tão afastado de vós mas que tem tanta sede de vós.

Fazei que possamos ser sinais de esperança para muitos, como o foram São Vicente e Santa Luísa.

Seu irmão em São Vicente

G. Gregorio Gay, C.M.

Superior General

Leiam-se as informações da página seguinte.
INFORMAÇÕES E CRITÉRIOS PARA OS QUE NOS ESCREVAM

1. Depois de um período de sério discernimento, se você se sente disposto a oferecer-se como voluntário, faça o favor de enviar uma carta ou um e-mail a Roma antes de 27 de novembro de 2009.

2. Conhecer a língua já antes de oferecer-se é bom, mas não é absolutamente necessário. Providenciaremos um período de aprendizagem da língua e da cultura. Os pormenores variarão de acordo com as condições particulares do lugar onde o missionário vai trabalhar.

3. Embora não tenhamos estabelecido um limite de idade, é claramente necessário que o missionário tenha uma boa saúde e flexibilidade para inculturar-se.

4. Os Coirmãos que se ofereçam como voluntários devem informar seu Visitador de que o fizeram. Depois falarei com o Visitador sobre cada um dos pedidos.

5. Sua carta deve dar-nos alguns antecedentes de sua pessoa: sua experiência ministerial, seu conhecimento de línguas e sua formação acadêmica. Também deve manifestar os interesses que você tem, como, por exemplo, a Missão em que estaria interessado em participar.

6. Mesmo se você já escreveu anteriormente, faça-o de novo. A experiência demonstra que Coirmãos que não estavam dispostos num momento o estão em outro.

7. Se você não pode ir para as missões, talvez possa demonstrar seu zelo missionário contribuindo financeiramente. Todos os anos, cerca de 15 Províncias que precisam de ajuda para realizar sua Missão acodem ao Fundo de Solidariedade Vicentina em busca de um microfinanciamento de 5.000 dólares ou menos. Estas ajudas se podem conseguir da Central de Solidariedade Vicentina (VSO), através da Cúria, com rapidez e com um mínimo de papéis. A Central de Solidariedade Vicentina informa em seu boletim que esta ajuda produziu frutos maravilhosos (acessível em www.famvian.org/vso). O fundo para microprojetos se está esgotando. Sobra menos do que se concede regularmente ao longo de um ano. As doações ao Fundo de Solidariedade Vicentina são a única fonte de financiamento para estas ajudas a microprojetos.

FUNDO DE SOLIDARIEDADE VICENTINA: PARA CONTRIBUIR

Contribuições de Províncias, de Casas ou de Indivíduos:

Os cheques devem ser feitos em nome da “Congregazione della Missione” e deve-se escrever no verso “somente para depósito”. Devem ser enviados a:

John Gouldrick, C.M.,

Ecônomo Geral

Via dei Capasso, 30

00164 Roma – Italia

Outras formas de contribuição podem ser combinadas com o Ecônomo Geral.

Em todo caso

Todo donativo terá seu recibo. (Se o recibo de sua contribuição não chegar num tempo razoável, faça o favor de pôr-se em contato conosco para que o esclareçamos.

Faça o favor de informar-nos se fez ou pensa fazer uma doação como se indica acima.