CONGREGAZIONE DELLA MISSIONE
CURIA GENERALIZIA
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SUPERIORE GENERALE

Roma, 20 de setembro de 2017.

A todos os membros da Família Vicentina.

Carta circular para a festa de São Vicente de Paulo.

“EM VISTA DE UMA CULTURA VOCACIONAL RENOVADA
PARA A VIDA CONSAGRADA”

Meus queridos irmãos e irmãs,

A graça e a paz de Jesus estejam sempre conosco!

Neste ano jubilar do 400º aniversário do carisma vicentino, temos tantos motivos para dar graças ao Senhor !

Uma coisa pela qual devemos agradecer a Jesus é o dom de milhares e milhares de membros dos diferentes ramos da Família Vicentina que, ao longo dos quatrocentos anos de história, mantiveram o carisma vivo até os dias atuais e que, pela graça de Deus, nos transmitiram de geração em geração. Milhares deles alcançaram o estado de santidade, entre os quais alguns são reconhecidos oficialmente pela Igreja como bem-aventurados ou santos. Agora, eles estão no paraíso onde intercedem por nós e nos acompanham no caminho de nossa vida, em nossa própria peregrinação rumo à união total e eterna com Deus.

Quando se trata da pastoral de promoção vocacional para a vida consagrada na Família Vicentina, pensando em seu futuro, assim como no do carisma vicentino como tal, a profundidade do nosso compromisso pessoal, do nosso zelo e da nossa convicção é de extrema importância. Que um dos frutos concretos do ano jubilar do 400º aniversário do nosso carisma seja “uma cultura vocacional renovada para a vida consagrada”. Através da cultura vocacional para a vida consagrada, desejo um ambiente onde as vocações à vida consagrada possam crescer naturalmente, onde a resposta ao convite de Jesus, “segue-me”, seja aceita e não considerada como uma estranha ou repreensível escolha de vida. Queremos criar um ambiente para todo jovem onde seja “normal”, e não “anormal”, tomar a decisão de seguir Jesus, em nosso caso particular, nas trilhas de São Vicente de Paulo, em um dos ramos da vida consagrada na Família Vicentina.

Quando falo de uma cultura vocacional renovada para a vida consagrada em geral, estou consciente de que em muitas regiões do mundo já existe uma tal cultura vocacional. No entanto, em outros lugares, a sociedade não é favorável à promoção de uma cultura vocacional para a vida consagrada; muitas vezes, ela se opõem a isso, utilizando diversos meios para prejudicar este ambiente.

Na minha carta de 25 de janeiro de 2017, no início do 400º aniversário do carisma vicentino, convidei todos os membros da Família Vicentina a uma ação bem concreta, a saber: que cada membro deveria trazer um novo candidato para um dos ramos da Família Vicentina. Desde então, um pouco mais da metade do ano já passou e, ao celebrarmos a solenidade do nosso Fundador, cada um de nós pode responder individualmente às seguintes questões:

  • Como respondi a este convite, até agora?
  • Até que ponto nesta primeira metade do ano jubilar, eu me comprometi neste campo de ação?
  • Encorajei alguém a se comprometer com um dos ramos da Família Vicentina, seja em uma das Congregações femininas ou masculinas de vida consagrada, ou de um dos ramos leigos?

Ao entrar na segunda metade do ano jubilar, renovo com fervor este convite a cada membro da Família Vicentina, desta vez concretamente orientado para a vida consagrada, um convite para empreender todos os esforços possíveis a fim de ajudar os jovens a responderem o chamado de Jesus. Gostaria de destacar mais precisamente este objetivo no momento em que celebramos a solenidade de São Vicente de Paulo, neste 400º aniversário do carisma vicentino. Peço a cada membro da Família para estar aberto e através da oração, do contato pessoal e do acompanhamento, segundo as possibilidades de cada um, encorajar um jovem a fazer o discernimento, caso perceba que Jesus o chama à vida consagrada.

Muitas pessoas na Família Vicentina trabalham incansavelmente no serviço da promoção vocacional e estou convicto de que, durante este ano do jubileu, já vimos ou veremos frutos concretos à medida que novos candidatos abraçam a vida consagrada, especificamente em uma das Congregações da Família Vicentina. Por isso, agradeço-lhes do fundo do coração! O próprio São Vicente seria desta opinião:

Dou graças a Deus pelos atos extraordinários de devoção que vós vos proponhais em fazer para pedir a Deus, por intercessão de São José, a propagação da Companhia. Rogo a sua divina bondade que os aceite favoravelmente. Há mais de vinte anos que não ouso pedir isto a Deus, estimando que, sendo a Congregação sua obra, era preciso deixar somente à sua providência o cuidado de sua conservação e do seu crescimento, mas, de tanto pensar na recomendação que nos é feita no Evangelho, para pedir-lhe que envie operários à sua messe,1 convenci-me da importância e a utilidade destes atos de devoção.

Para renovar a cultura vocacional à vida consagrada, gostaria de sugerir uma atenção centrada nos três grupos seguintes:

  • Os membros dos ramos da vida consagrada na Família Vicentina

Observando este ponto, sou muito consciente de que não estou dizendo nada novo. O tema da vida consagrada foi muito discutido e destacado ao longo da história da Igreja. Portanto, gostaria simplesmente de acrescentar a minha voz e lançar ao mesmo tempo um novo chamado a todos os membros das Congregações de vida consagrada da Família Vicentina para trabalharem incessantemente na renovação de uma cultura vocacional para a vida consagrada.

Como membros de um ramo da vida consagrada na Família Vicentina, nossa prioridade deve ser a de assumir a responsabilidade da pastoral vocacional e continuar a construir uma cultura vocacional para a vida consagrada. Para cada Irmã, Irmão, Sacerdote, Diácono, Seminarista, Noviço e Noviça, isto deveria ser um sinal visível e essencial do amor pelo carisma que herdamos, pela Congregação da qual somos membros, pela Igreja, pelo Reino.

  • Os membros dos ramos leigos da Família Vicentina

Há alguns meses, fui contactado por um responsável internacional de um ramo leigo da Família Vicentina, que fez uma proposta visando encorajar todos os ramos leigos da Família Vicentina para participar ativamente ou continuar a participar na promoção da cultura vocacional à vida consagrada nas Congregações da Família Vicentina. Este membro leigo expressou esta iniciativa nestes termos: “as Irmãs, Irmãos e Sacerdotes da Família Vicentina fizeram e têm feito tanto pelos leigos. Gostaríamos de fazer algo em troca”. Que maravilhoso encorajamento, apoio e iniciativa da parte de um membro leigo da Família Vicentina!

Gostaria de convidar e encorajar individualmente cada membro de um ramo leigo da Família Vicentina para continuar ou para comprometer-se ativamente no desenvolvimento de uma cultura vocacional para a vida consagrada e a participar pessoalmente da pastoral vocacional, mais particularmente, das diferentes Congregações da Família Vicentina. Este será um claro sinal de que a aplicação de uma cultura vocacional para a vida consagrada não é reservada exclusivamente àqueles que estão comprometidos com a vida consagrada – Irmãs, Irmãos, Sacerdotes, Diáconos, Seminaristas, Noviços e Noviças – mas, todos os fiéis da Igreja, todos os membros da Família Vicentina, tanto os leigos como os consagrados, também têm a sua responsabilidade.

Por vezes, a abordagem, a maneira de participar podem ser diferentes de um ramo a outro mas o objetivo permanece o mesmo: todos nós, como Família Vicentina, participamos da implementação de uma cultura vocacional para a vida consagrada. Como um ramo leigo pode participar concretamente desta missão?

  • Rezar regularmente, individual ou em grupo, para obter novas vocações para a vida consagrada.
  • Estar atento aos sinais que indiquem que talvez Jesus lance seu apelo a um(a) jovem para segui-lo como Irmã, Irmão ou Sacerdote e encorajá-lo(a) nesta direção.
  • Apresentar esta opção, falando aos jovens sobre a vida consagrada como uma escolha concreta. Quando falamos sobre o matrimônio, devemos também falar sobre a vida consagrada, para que os jovens considerem-na como uma escolha normal, um chamado normal e uma resposta normal a um compromisso de vida.

Este ano jubilar é uma excelente ocasião para continuar ou começar a encorajar novas ou renovadas iniciativas. Juntos, os ramos leigos da Família Vicentina podem criar um ambiente, uma cultura que seja receptiva ao chamado à vida consagrada, como uma resposta normal para realizar a missão confiada. Os ramos leigos dão continuidade ao mesmo carisma e a mesma espiritualidade. Eles são um meio natural onde nascem novas vocações à vida consagrada.

  • As pessoas fora da Família Vicentina

A cultura vocacional para a vida consagrada não se limita apenas à Família Vicentina, mas deve ser continuada, renovada ou iniciada em toda a sociedade para fazer dela uma escolha normal e lógica, entre outras escolhas, em resposta ao convite para seguir Jesus em sua missão. No âmbito da Congregação, uma das maneiras pela qual tentamos nos comprometer e participar da renovação da cultura vocacional para a vida consagrada é desenvolver a comunicação no mundo digital e redes sociais, implementar novas ou renovadas iniciativas e abordagens para transmitir a mensagem a um público mais amplo possível.

Visto que nos preparamos para celebrar a solenidade de São Vicente de Paulo neste ano jubilar do 400º aniversário do carisma vicentino, continuemos a nos comprometer, dediquemo-nos novamente ou comecemos a nos empenhar para colocar em prática a cultura vocacional para a vida consagrada em todos os locais onde servimos. Contemos com nossas capacidades, mas sempre com um total empenho e uma flama interior, de modo que nosso amor pelo serviço pastoral na promoção de novas vocações possa ser sempre “afetivo e efetivo”.

Demos graças a Deus por todas as vocações à vida consagrada que recebemos das mãos misericordiosas de Jesus, pois, afinal, é a sua misericórdia para com as diferentes Congregações de vida consagrada na Família Vicentina que torna possível este milagre! Como nos lembra São Vicente:

Estimai muito a honra que vos fez, escolhendo-vos entre mil, para derramar seus favores sobre vós e, através de vós, em seus membros sofredores; agradecei-Lhe isso, muitas vezes, em espírito de humilde reconhecimento o qual peço à divina bondade dar-vos. Se Ele arraigar em vossa alma esse sentimento de gratidão, irá aumentando em vós o desejo de agradar unicamente a Deus e o cuidado de oferecer-lhe todas as vossas ações.

Que Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, São Vicente de Paulo e todos os Bem-aventurados e Santos da Família Vicentina intercedam por nós nesta iniciativa. Desejo-lhes uma excelente festa! Continuemos a rezar uns pelos outros!

Seu irmão em São Vicente,
Tomaž Mavrič, CM
Superior geral

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