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Memória Litúrgica do Bem-Aventurado Antônio Frederico Ozanan (09 de Setembro)

O Bem-Aventurado Antônio Frederico Ozanan, nascido em Milão, a 23 de abril de 1813, passou quase toda sua vida na França. Foi um dos fundadores das Conferências de São Vicente de Paulo, com o objetivo de assistir os pobres.

Professor na Universidade da Sorbonne, em Paris, distinguiu-se por sua ciência, defendendo e comunicando, por meio de sua cultura, as verdades da fé. Casado, foi bom esposo e pai de família, e fez de seu lar uma Igreja doméstica.

Viveu sempre em íntimo contato com Deus, sendo, para muitos, modelo de virtudes cristãs. Morreu em Marselha, após longa enfermidade, a 08 de setembro de 1853.

[su_tabs active="1"] [su_tab title="Invitatório"]
Antífona: Adoremos o Senhor, admirável nos seus santos!
 
Salmo 94/95
Convite ao louvor de Deus e admoestação
 
- Vinde, exultemos de alegria no Senhor
aclamemos o rochedo que nos salva!
- Ao seu encontro caminhemos com louvores,
e com cantos de alegria o celebremos!
 
- Na verdade, o Senhor é o grande Deus,
o grande Rei, muito maior que os deuses todos.
- Tem nas mãos as profundezas dos abismos,
e as alturas das montanhas lhe pertencem;
- o mar é dele, pois foi ele quem o fez,
e a terra firme suas mãos a modelaram.
 
- Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,
e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou!
= Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e nós somos o seu povo e seu rebanho,
as ovelhas que conduz com sua mão.
 
= Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: †
“Não fecheis os corações como em Meriba,
como em Massa, no deserto, aquele dia,
- em que outrora vossos pais me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras”.
 
= Quarenta anos desgostou-me aquela raça †
e eu disse: “Eis um povo transviado,
seu coração não conheceu os meus caminhos!”
- E por isso lhes jurei na minha ira:
“Não entrarão no meu repouso prometido!”
[/su_tab] [su_tab title="Ofício das Leituras"]
Hino

Ó Jesus, Redentor nosso,
coroais os vossos santos;
ouvi hoje, compassivo,
nossas preces, nossos cantos.
 
Hoje, o santo confessor
vosso nome fez brilhar,
e a Igreja, anualmente,
vem seus feitos celebrar.
 
Caminhou com passo firme
pela vida transitória,
e seguiu a vossa estrada
que nos leva para a glória.
 
Desprendendo o coração
de alegrias passageiras,
frui agora, junto aos anjos,
as delícias verdadeiras.
 
O perdão de nossas culpas
nos alcance a sua prece.
Nos seus passos conduzi-nos
para a luz que não perece.
 
Glória a Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai louvor também.
Honra e glória ao Espírito
pelos séculos. Amém.
 
Salmodia
 
Ant. 1. A vida ele pediu, e vós lhe destes; de esplendor e majestade o revestistes.
 
Salmo 20/21,2-8.14
- Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra;
quanto exulta de alegria em vosso auxílio!
- O que sonhou seu coração lhe concedestes;
não recusastes os pedidos de seus lábios.
 
- Com bênção generosa o preparastes;
de ouro puro coroastes sua fronte.
- A vida ele pediu e vós lhe destes,
longos dias, vida longa pelos séculos.
 
- É grande a sua glória em vosso auxílio;
de esplendor e majestade o revestistes.
- Transformastes o seu nome numa bênção,
e o cobristes de alegria em vossa face.
 
- Por isso o rei confia no Senhor,
e por seu amor não cairá,
- Levantai-vos com poder, ó Senhor Deus,
e cantaremos celebrando a vossa força!
 
Ant. 1. A vida ele pediu, e vós lhe destes; de esplendor e majestade o revestistes.
 
Ant. 2. O caminho do justo é uma luz a brilhar: vai crescendo da aurora até o dia mais pleno.
 
Salmo 91/92
I
- Como é bom agradecermos ao Senhor
e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!
- Anunciar pela manhã vossa bondade,
e o vosso amor fiel, a noite inteira,
- ao som da lira de dez cordas e da harpa,
com canto acompanhado ao som da cítara.
 
- Pois me alegrastes, ó Senhor, com vossos feitos,
e rejubilo de alegria em vossas obras.
- Quão imensas, ó Senhor, são vossas obras,
quão profundos são os vossos pensamentos!
 
- Só o homem insensato não entende,
só o estulto não percebe nada disso!
- Mesmo que os ímpios floresçam como a erva,
ou prosperem igualmente os malfeitores,
- são destinados a perder-se para sempre.
Vós, porém, sois o Excelso eternamente!
 
Ant. 2. O caminho do justo é uma luz a brilhar: vai crescendo da aurora até o dia mais pleno.
 
Ant. 3. O homem justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano.
 
II
= Eis que os vossos inimigos, ó Senhor, †
eis que os vossos inimigos vão perder-se,
e os malfeitores serão todos dispersados.
 
- Vós me destes toda a força de um touro,
e sobre mim um óleo puro derramastes;
- triunfante, posso olhar meus inimigos,
vitorioso escuto a voz de seus gemidos.
 
- O justo crescerá como a palmeira,
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
- na casa do Senhor estão plantados,
nos átrios de meu Deus florescerão.
 
- Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva e de folhas verdejantes;
- e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus:
meu Rochedo, não existe nele o mal!”
 
Ant. 3. O homem justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano.
 
Responsório
V/. O Senhor conduz o justo em seu caminho. R/. E lhe revela os segredos de seu Reino!
 
Primeira Leitura (Rm 12,1-21)
A vida cristã é culto espiritual .
 
            Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.
            Pela graça que me foi dada, recomendo a cada um de vós: ninguém faça de si uma idéia muito elevada, mas tenha de si uma justa estima ditada pela sabedoria, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Como, num só corpo, temos muitos membros, cada qual com uma função diferente, de acordo com a graça dada a cada um de nós: se serviço, pratiquemos o serviço; se é o dom de ensinar, consagremo-nos ao ensino; se é o dom de exortar, exortemos. Quem distribui donativos, faça-o com simplicidade; quem preside, presida com solicitude; quem se dedica a obras de misericórdia, faça-o com alegria.
            O amor seja sincero. Detestai o mal, apegai-vos ao bem. Que o amor fraterno vos una uns aos outros com terna afeição, prevenindo-vos com atenções recíprocas. Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor, alegres por causa da esperança, fortes nas tribulações, perseverantes na oração. Socorrei os santos em suas necessidades, persisti na prática da hospitalidade. Abençoai os que se alegram, chorai com os que choram. Mantende um bom entendimento uns com os outros; não vos deixeis levar pelo gosto de grandeza, mas acomodai-vos às coisas humildes. Não presumais de vossa sabedoria.
            Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Antecipai-vos na prática do bem perante todos. Na medida do possível e enquanto depender de vós, vivei em paz com todo o mundo. Caríssimos, não vos vingueis de ninguém. Porém, confiai vossas questões à justiça divina. Pois está escrito: “É a mim que pertence fazer justiça; darei a cada um o que merecer – diz o Senhor.” Mas se teu inimigo estiver com fome, dá-lhe de comer; se estiver com sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, estarás amontoando brasas em cima de sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem.
 
Responsório (Rm 12,2; Ef 4,23-24)
R/. Renovai a vossa mente, A fim de discernirdes a vontade do Senhor, aquilo que é bom, agradável e perfeito. V/.Renovai-vos, transformando vossa mente e vosso espírito; revesti-vos do homem novo. A fim.
 
Segunda leitura
Das cartas do Bem-aventurado Antônio Frederico Ozanam, a Luis Janmot, 03 de novembro de 1836 (Das Cartas de Frederico Ozanam. Cartas da juventude, p. 243-244).
 
            Os santos eram loucos de amor. Seu amor sem medida abraçava a Deus, a humanidade e a natureza. E considerando que Deus tinha se feito pobre para viver na terra, que uma grande parte da humanidade é pobre e que a própria natureza, em meio ao seu grande esplendor, é pobre, porque submetida à morte, os santos quiseram ser pobres. É próprio do amor fazer-se semelhante, no que é possível, às coisas amadas.
            E nós, amigos caríssimos, não faremos nada para nos assemelharmos aos santos, a quem amamos, contentando-nos em lamentar a frieza do tempo presente, enquanto cada um de nós leva em seu coração um germe de santidade que, apenas querendo, poderia frutificar? Se não sabemos amar a Deus como os santos o amavam, isso deve ser para nós um motivo de reprovação, ainda que nossa debilidade pudesse nos dar um motivo para nos dispensarmos, visto que, para amar, parece que faz falta ver, e nós vemos a Deus só com os olhos da fé. E nossa fé é tão debilitada! Mas os pobres, os pobres que vemos com um olhar humano, nós os temos diante de nós, podemos tocar suas chagas com nossas mãos e ver as feridas da coroa de espinhos em sua cabeça. Sendo assim, não podemos deixar de crer, mas devemos prostrar-nos a seus pés e dizer-lhe com o apóstolo: “Meu Senhor e meu Deus!” Vós sois nossos senhores e nós, vossos servos; vós sois a imagem sagrada deste Deus a quem não vemos, e, não podendo amá-lo de outro modo, o amaremos em vossa pessoa. Se na Idade Média a sociedade enferma não pôde ser curada a não ser por uma grande efusão de amor, sobretudo da parte de São Francisco de Assis, e, mais tarde, novos sofrimentos exigiram a intervenção das mãos de São Filipe Néri, de São João de Deus e de São Vicente de Paulo, que necessidade não haverá hoje de caridade, de liberalidade, de paciência para remediar os sofrimentos do povo pobre, mais pobre do que nunca, por ter recusado o sustento da alma, exatamente quando veio a faltar-lhe o sustento material?
            O problema que divide os homens de hoje não é de ordem política, mas de ordem social. Trata-se de saber quem terminará vencedor, se o espírito de egoísmo ou o espírito de sacrifício; e se a sociedade será uma sociedade de lucro sempre maior para proveito dos mais fortes ou de dedicação de cada um ao bem de todos e, sobretudo, para a defesa dos mais fracos. Muitos têm em demasia e, todavia, querem ter mais; outros não têm o suficiente ou não têm nada, e querem obter pela força o que não lhes dão. Prepara-se uma guerra entre estas duas classes e ameaça ser terrível: de um lado, o poder da riqueza; do outro, a força do desespero. Nós devemos nos interpor entre esses dois lados, se não para impedir o choque, ao menos para suavizar o confronto. Nossa juventude e nossa modesta condição podem facilitar-nos a tarefa de mediadores, tarefa esta que nossa condição de cristãos parece exigir-nos como obrigatória. Eis aqui a possível utilidade de nossa Conferência de São Vicente de Paulo.
            Tu já fizeste um excelente trabalho fundando uma Conferência em Roma, onde, guiado por tua extraordinária intuição, visitas os pobres enfermos franceses nos hospitais dessa cidade. Deus te dará a bênção que já deu à primeira criação: “Crescei e multiplicai-vos”. Não basta, entretanto, crescer. À medida que a Conferência se expande, é preciso reforçar a união de todos com o centro.
 
Responsório (1Jo 4,19-21; Rm 5,5)
R/. Amemos a Deus, porque ele nos amou primeiro. * Recebemos dele este mandamento: Quem ama a Deus, ame também o seu irmão.
V/. O amor de Deus foi derramado em nossos corações com o Espírito Santo que nos foi dado. Recebemos.
 
Ou esta outra leitura
Das Conferências Espirituais de São Vicente de Paulo (Coste, v. XI, p. 725.771.273).
 
            Não devemos considerar um pobre camponês ou uma pobre mulher segundo seu aspecto exterior, nem segundo a impressão de seu espírito, dado que, com freqüência, não têm nem a figura nem o espírito de pessoas educadas, pois são vulgares e grosseiros. Mas virai a medalha e vereis com as luzes da fé que são esses os que representam o Filho de Deus, que quis ser pobre. Ele quase não tinha aspecto de homem em sua paixão e passou por louco entre os gentios e por pedra de escândalo entre os judeus. Por isso mesmo pôde definir-se como evangelizador dos pobres: Evangelizare pauperibus misit me. Meu Deus! Que bonito seria ver os pobres, considerando-os em Deus e no apreço que Jesus Cristo teve por eles! Mas, se os olharmos com os sentimentos da carne e do espírito mundano, nos parecerão desprezíveis.
            O Filho de Deus, não podendo ter sentimentos de compaixão no estado glorioso que possui desde toda a eternidade no céu, quis fazer-se homem e pontífice nosso, para compadecer-se de nossas misérias. Para reinar com ele no céu, devemos nos compadecer, como ele, de seus membros que estão na terra. Os missionários, mais que os sacerdotes, devem estar cheios deste espírito de compaixão, já que estão obrigados, por seu estado e por sua vocação, a servir os mais miseráveis, os mais abandonados e os mais submersos em misérias corporais e espirituais. E, em primeiro lugar, devem ver-se tocados no mais íntimo e afligidos em seus corações pelas misérias do próximo. Segundo, é preciso que esta compaixão e misericórdia apareçam em seu exterior e em seu rosto, a exemplo de Nosso Senhor, que chorou sobre a cidade de Jerusalém, pelas calamidades que a ameaçavam. Terceiro, deve empregar palavras compassivas que façam o próximo ver como nos interessamos por suas dores e sofrimentos. Finalmente, devemos socorrê-lo e assisti-lo, na medida do possível, em todas as suas necessidades e misérias, procurando livrá-lo delas em toda parte, já que a mão tem que fazer todo o possível para conformar-se com o coração.
            Deus ama os pobres e, por conseguinte, ama aqueles que amam os pobres, pois, quando se ama muito uma pessoa, sente-se também afeto por seus amigos e servidores. Pois bem, esta pequena Companhia da Missão procura dedicar-se com afeto a servir os pobres, que são os preferidos de Deus. Por isso temos motivos para esperar que, por amor a eles, Deus também nos amará. Assim, pois, meus irmãos, vamos e ocupemo-nos, com um amor renovado, no serviço aos pobres, e busquemos, inclusive, os mais pobres e abandonados. Reconheçamos diante de Deus que são eles nossos senhores e nossos amos e que somos indignos de prestar-lhes nossos pequenos serviços.
 
Responsório (1Jo 4,16.7)
R/. Cremos no amor que Deus tem por nós. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
V/. Amemo-nos uns aos outros, pois o amor é de Deus. * Quem permanece.
 
Oração
Ó Deus, que suscitastes o bem-aventurado Frederico Ozanam, inflamado pelo espírito de vossa caridade, para promover associações de leigos a fim de assistir os pobres, concedei-nos que, movidos por seu exemplo, observemos vosso mandamento do amor e sejamos, assim, fermento no mundo em que vivemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
[/su_tab] [su_tab title="Laudes"]
Hino

Jesus, coroa celeste,
Jesus, verdade sem véu,
ao servo que hoje cantamos
destes o prêmio do céu.
 
Dai que por nós interceda
em fraternal comunhão,
e nossas faltas consigam
misericórdia e perdão.
 
Bens e honrarias da terra
sem valor ele julgou;
vãs alegrias deixando,
só as do céu abraçou.
 
Que sois, Jesus, Rei supremo,
jamais cessou de afirmar;
com seu fiel testemunho
soube o demônio esmagar.
 
Cheio de fé e virtude,
os seus instintos domou,
e a recompensa divina,
servo fiel, conquistou.
 
A vós, Deus uno, Deus trino,
sobe hoje nosso louvor,
ao celebrarmos o servo
de quem Jesus é o Senhor.
 
Salmodia
 
Ant. 1. O Senhor lhe deu a glória e, em seu Reino, um grande nome.
 
Salmo 62/63,2-9
Sede de Deus
- Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso vos busco!
= A minh’alma tem sede de vós, †
minha carne também vos deseja,
como a terra sedenta e sem água!
 
- Venho, assim, contemplar-vos no templo,
para ver vossa glória e poder.
- Vosso amor vale mais do que a vida:
e por isso meus lábios vos louvam.
 
- Quero, pois, vos louvar pela vida,
e elevar para vós minhas mãos!
- A minh’alma será saciada,
como em grande banquete de festa;
- cantará a alegria em meus lábios,
ao cantar para vós meu louvor!
 
- Penso em vós no meu leito, de noite,
nas vigílias suspiro por vós!
Para mim fostes sempre um socorro;
de vossas asas à sombra eu exulto!
- Minha alma se agarra em vós;
com poder vossa mão me sustenta.
 
Ant. 1. O Senhor lhe deu a glória e, em seu Reino, um grande nome.
 
Ant. 2. Vós, servos do Senhor, bendizei-o para sempre!
 
Cântico – Dn 3,57-88.56
Louvor das criaturas ao Senhor
 
- Obras do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
- Céus do Senhor, bendizei o Senhor!
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor!
 
(Refrão: Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Ou A Ele glória e louvor eternamente!)
 
- Águas do alto céu, bendizei o Senhor!
Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
- Lua e sol, bendizei o Senhor!
Astros e estrelas, bendizei o Senhor!
 
- Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor!
Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
- Fogo e calor, bendizei o Senhor!
Frio e ardor, bendizei o Senhor!
 
- Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor!
Geada e frio, bendizei o Senhor!
- Gelos e neves, bendizei o Senhor!
Noites e dias, bendizei o Senhor!
 
- Luzes e trevas, bendizei o Senhor!
Raios e nuvens, bendizei o Senhor!
- Ilhas e terra, bendizei o Senhor!
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
 
- Montes e colinas, bendizei o Senhor!
Plantas da terra, bendizei o Senhor!
- Mares e rios, bendizei o Senhor!
Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!
 
- Baleias e peixes, bendizei o Senhor!
Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
- Feras e rebanhos, bendizei o Senhor!
Filhos dos homens, bendizei o Senhor!
 
- Filhos de Israel, bendizei o Senhor!
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
- Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor!
Servos do Senhor, bendizei o Senhor!
 
- Almas dos justos, bendizei o Senhor!
Santos e humildes, bendizei o Senhor!
- Jovens Misael, Ananias e Azarias,
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
 
- Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
louvemos e exaltemos pelos séculos sem fim!
- Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus!
Sois de digno de louvor e de glória eternamente!
 
No fim deste cântico não se diz Glória ao Pai...
 
Ant. 2. Vós, servos do Senhor, bendizei-o para sempre!
 
Ant. 3. Exultem os fiéis em sua glória, e cantando se levantem de seus leitos.

Salmo 149
A alegria e o louvor dos santos
 
- Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
e o seu louvor na assembléia dos fiéis!
- Alegre-se Israel em quem o fez,
e Sião se rejubile no seu Rei!
- Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra!
 
- Porque, de fato, o Senhor ama seu povo
e coroa com vitória dos seus humildes.
- Exultem os fiéis por sua glória,
e cantando se levantem de seus leitos,
- com louvores do Senhor em sua boca
e espadas de dois gumes em sua mão,
 
- para exercer sua vingança entre as nações
e infligir o seu castigo entre os povos,
- colocando nas algemas os seus reis,
e seus nobres entre ferros e correntes,
- para aplicar-lhes a sentença já escrita:
Eis a glória para todos os seus santos.
 
Ant. 3. Exultem os fiéis em sua glória, e cantando se levantem de seus leitos.
 
Leitura breve (1Cor 13,4-7)
O amor é paciente, afável, não tem inveja, não é vaidoso nem orgulhoso, não é mal educado nem egoísta, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Desculpa sem limites, crê sem limites, espera sem limites, suporta sem limites.
 
Responsório breve
R/. Feliz o que cuida do pobre. * No dia mal, o Senhor o livrará. Feliz
V/. O Senhor o fará feliz sobre a terra. * No dia mal, o Senhor o livrará.
Glória ao Pai. Feliz o que cuida do pobre. * No dia mal, o Senhor o livrará
 
Ant. Benedictus
O sinal pelo qual saberão que sois meus discípulos será que vos ameis uns aos outros.
 
Preces
Elevemos nossa oração ao Deus da misericórdia e do amor para que aumente em sua Igreja o zelo pela evangelização e pelo serviço dos pobres, e digamos-lhe com toda confiança.
Fazei-nos testemunhas e mensageiros de vossa salvação.
Deus de misericórdia, fazei que hoje nos entreguemos generosamente às obras de amor ao próximo,
– para que a vossa misericórdia, através de nós, chegue a todos os homens.
Vós que nos fizestes partícipes da missão profética de Cristo,
– fazei que anunciemos por palavras e obras as maravilhas do vosso amor.
Ensinai-nos a fazer o bem a todos em vosso nome,
– para que a luz de vossa Igreja resplandeça mais e mais sobre a família humana.
Fazei que colaboremos na edificação de um mundo novo,
– para que a justiça e a paz de Cristo reinem em toda a terra.
Perdoai-nos por ter ignorado a presença de Cristo nos pobres, nos simples e nos marginalizados,
– e por não ter atendido vosso Filho nestes nossos irmãos.
Enviai sobre nós vosso Espírito,
– para que nossa caridade seja autêntica e sem hipocrisia.
Pai Nosso...
 
Oração
Ó Deus, que suscitastes o bem-aventurado Frederico Ozanam, inflamado pelo espírito de vossa caridade, para promover associações de leigos a fim de assistir os pobres, concedei-nos que, movidos por seu exemplo, observemos vosso mandamento do amor e sejamos, assim, fermento no mundo em que vivemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

[/su_tab] [su_tab title="I Vésperas"]
Hino 

Ó Jesus, Redentor nosso,
coroais os vossos santos;
ouvi hoje, compassivo,
nossas preces, nossos cantos.
 
Hoje, o santo confessor
vosso nome fez brilhar,
e a Igreja, anualmente,
vem seus feitos celebrar.
 
Caminhou com passo firme
pela vida transitória,
e seguiu a vossa estrada
que nos leva para a glória.
 
Desprendendo o coração
de alegrias passageiras,
frui agora, junto aos anjos,
as delícias verdadeiras.
 
O perdão de nossas culpas
nos alcance a sua prece.
Nos seus passos conduzi-nos
para a luz que não perece.
 
Glória a Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai louvor também.
Honra e graças ao Espírito
pelos séculos. Amém.
 
 
 
Salmodia
 
Ant. 1. Superou as provações e triunfou: glória eterna seja a ele tributada.
 
Salmo 14/15
- “Senhor, quem morará em vossa casa
e em vosso Monte santo habitará?”
 
- É aquele que caminha sem pecado
e pratica a justiça fielmente;
- que pensa a verdade no seu íntimo
e não solta em calúnias sua língua;
 
- que em nada prejudica o seu irmão,
nem cobre de insultos seu vizinho;
- que não dá valor algum ao homem ímpio,
mas honra os que respeitam o Senhor;
 
- que sustenta o que jurou, mesmo com dano;
não empresta o seu dinheiro com usura,
- nem se deixa subornar contra o inocente.
Jamais vacilará quem vive assim!
 
Ant. 1. Superou as provações e triunfou: glória eterna seja a ele tributada.
 
Ant. 2. Deus manifestou em seus santos sua graça e seu amor, e protege os seus eleitos.
 
Salmo 111/112
- Feliz o homem que respeita o Senhor
e que ama com carinho a sua lei!
- Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos!
 
- Haverá glória e riqueza em sua casa,
e permanece para sempre o bem que fez.
- Ele é correto, generoso e compassivo,
como luz brilha nas trevas para os justos.
 
- Feliz o homem caridoso e prestativo,
que resolve seus negócios com justiça.
- Porque jamais vacilará o homem reto,
sua lembrança permanece eternamente!
 
- Ele não teme receber notícias más:
confiando em Deus, seu coração está seguro.
- Seu coração está tranqüilo e nada teme,
e confusos há de ver seus inimigos.
 
= Ele reparte com os pobres os seus bens, †
permanece para sempre o bem que fez,
e crescerão a sua glória e seu poder.
 
= O ímpio, vendo isto, se enfurece, †
range os dentes e de inveja se consome;
mas os desejos do malvado dão em nada.
 
Ant. 2. Deus manifestou em seus santos sua graça e seu amor, e protege os seus eleitos.
 
Ant. 3. Os santos cantavam um cântico novo àquele que está em seu trono, e ao Cordeiro; na terra inteira ressoavam suas vozes.
 
Cântico – Ap 15,3-4
- Como são grandes e admiráveis vossas obras,
ó Senhor e nosso Deus onipotente!
- Vossos caminhos são verdade, são justiça,
ó Rei dos povos todos do universo!
 
(Refrão: São grandes vossas obras, ó Senhor!)
 
= Quem, Senhor, não haveria de temer-vos, †
e quem não honraria o vosso nome?
Pois somente vós, Senhor, é que sois santo!
 
= As nações todas hão de vir perante vós, †
e prostradas haverão de adorar-vos,
pois vossas justas decisões são manifestas!
 
Ant. 3. Os santos cantavam um cântico novo àquele que está em seu trono, e ao Cordeiro; na terra inteira ressoavam suas vozes.
 
Leitura breve (1Pd 3,8-9)
Tende todos um mesmo pensar e um mesmo sentir, com afeto fraternal, com ternura, com humildade. Não pagueis o mal com o mal ou insulto com insulto. Ao contrário, abençoai, porque para isso fostes chamados.
 
Responsório breve
R/. Sereis meus discípulos, se vos amais uns aos outros. Sereis meus discípulos.
V/. Todos vos conhecerão por isto. * Se vos amais uns aos outros. Glória ao pai.
Sereis meus discípulos.
 
Ant. Magnificat
O que fizerdes ao menor dos meus, a mim o fazeis. Vinde, benditos de meu Pai, recebei a herança do Reino preparado para vós desde a criação do mundo.
 
Preces
Celebrando a memória do bem-aventurado Antonio Frederico Ozanam, e recordando seu amor aos pobres, dirijamos nossa oração a Deus, nosso Pai, e, com o coração cheio de alegria, digamos-lhe:
Acendei, Senhor, em nossos corações a chama do vosso amor.
Infundi vosso amor naqueles que se nutrem com o mesmo pão da vida
– para que todos sejam um no corpo do vosso Filho.
Vós que amais os homens, fazei-nos solícitos para com o próximo como vós nos mandastes,
– para que brilhe mais vivamente a luz da vossa salvação.
Iluminai aqueles que têm a missão de fazer as leis,
– para que em todas as coisas procedam com sabedoria e equidade.
Socorrei aqueles que sofrem discriminação por causa de sua raça, cor, condição, língua ou religião,
– para que obtenham o reconhecimento de seus deveres e de sua dignidade.
Protegei aqueles que no mundo se consagraram ao serviço dos irmãos,
– para que possam cumprir sua tarefa com liberdade e sem obstáculos.
Que todos os que reconheceram e amaram vossa presença em nossos irmãos pobres,
– possam contemplar vosso rosto sem véus entre os vossos eleitos.
Pai Nosso...
 
Oração
Ó Deus, que suscitastes o bem-aventurado Frederico Ozanam, inflamado pelo espírito de vossa caridade, para promover associações de leigos a fim de assistir os pobres, concedei-nos que, movidos por seu exemplo, observemos vosso mandamento do amor e sejamos, assim, fermento no mundo em que vivemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Antífona de Entrada (Mt 25,34.36.40)
Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor: eu estava doente e me visitastes. Em verdade, eu vos digo: tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes.
 
Oração
Ó Deus, que suscitastes o bem-aventurado Frederico Ozanam, inflamado pelo espírito de vossa caridade, para promover associações de leigos a fim de assistir os pobres, concedei-nos que, movidos por seu exemplo, observemos vosso mandamento do amor e sejamos, assim, fermento no mundo em que vivemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
Liturgia da Palavra
Usam-se as leituras do dia. Ou os textos seguintes:
 
Primeira leitura (Eclo 3,29-30; 4,1-10)
Inclina ao pobre teu ouvido e arranca o oprimido do poder de seu opressor.
 
Leitura do Livro do Eclesiástico
O coração prudente medita a parábola, um ouvido que o escute é o desejo do sábio. A água apaga a chama, a esmola expia os pecados.
Filho, não recuses ao pobre o seu sustento, não desvies teus olhos do miserável. Não faças sofrer aquele que tem fome, não irrites o homem na sua indigência. Não agites mais um coração desesperado, não recuses teu dom ao necessitado. Não rejeites o pedinte oprimido, não desvies teu rosto do pobre. Do que pede, não desvies teu olhar, não lhe dês motivo para te amaldiçoar, pois amaldiçoando-te em sua amargura o seu Criador atenderá seu clamor. Faz com que a comunidade te ame, diante de um grande abaixa a cabeça. Inclina teu ouvido ao pobre e responde-lhe a saudação com afabilidade. Arranca o injustiçado da mão do injusto e não sejas medroso no teu julgar. Sê para os órfãos como um pai e como um marido para suas mães. E serás como um filho do Altíssimo, e ele, mais do que tua mãe amar-te-á.
Palavra do Senhor.
 
Salmo Responsorial (Sl 71/72,1-2.7-8.12-13.17)
Refrão: Escuta, Senhor, ao pobre que te invoca.
– Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza. Com justiça ele governe o vosso povo, com eqüidade ele julgue os vossos pobres.
– Nos seus dias, a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
– Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.
– Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!
 
Evangelho (Lc 10,25-37)
E quem é meu próximo?
 
† Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, um mestre da lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”
Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.
Palavra da Salvação.
 
Oração sobre as Oferendas
Recebei, ó Pai, os dons do vosso povo, para que, recordando a imensa misericórdia do vosso Filho, sejamos confirmados no amor a Deus e ao próximo, a exemplo do Bem-Aventurado Antônio Frederico Ozanam. Por Cristo, Nosso Senhor.
 
Antífona da Comunhão (Jo 13,35)
Por este sinal sereis reconhecidos como meus discípulos, se vos amardes uns aos outros, diz o Senhor.
 
Oração depois da Comunhão
Renovados por estes sagrados mistérios, concedei-nos, ó Deus, seguir o exemplo do Bem-Aventurado Antônio Frederico Ozanam, que vos serviu com filial constância e se dedicou ao vosso povo com imensa caridade. Por Cristo, Nosso Senhor.
 
Oração pelas Vocações Vicentinas
Esperança de Israel, seu Salvador no tempo da tribulação, do alto do céu dignai-vos lançar sobre nós um olhar propício. Vede e visitai esta vinha. Inundai de águas fecundas todos os seus sulcos. Multiplicai seus rebentos e tornai-a perfeita. Foi a vossa mão direita que a plantou. A seara é verdadeiramente abundante, mas os operários são poucos. Nós vos pedimos, pois, a Vós, que sois o dono da seara, que envieis operários para a vossa messe. Multiplicai a família e enchei-a de alegria, a fim de que sejam edificadas as muralhas de Jerusalém. É vossa esta casa, ó meu Deus, é vossa esta casa. Nela não haja, eu vos suplico, nenhuma pedra que não tenha sido colocada pela vossa santa mão. E aqueles que Vós chamastes, conservai-os em vosso nome e santificai-os na verdade. Amém.
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