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Encontro de Coirmãos Jovens em Quito – Equador – Relatório – 2010

29 de abril de 2014
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P. Marcus Alexandre Mendes de Andrade, C.M.

Nos dias 18 a 23 de outubro de 2010, reuniram-se em Quito (Equador) 28 coirmãos da América Latina para o V Encontro de Missionários Jovens da CLAPVI. Estavam presentes 9 países (Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Honduras, Haiti, República Dominicana, Peru e Equador). Representando a PBCM, estavam presentes os Padres Luís Carlos do Vale Fundão, Marcus Alexandre Mendes de Andrade e Agnaldo Aparecido de Paula (como membro do Conselho Executivo de CLAPVI e conferencista) e o Diácono Vanderlei Alves Reis. Com o tema “Missionários e discípulos de Cristo, como amigos que se querem bem”, o encontro teve como objetivo geral fortalecer a vocação e o ecossistema de nossa vida comunitária, como missionários jovens e discípulos de Cristo, para impulsionar nossa opção e ação missionária mediante a oração, o estudo, a recreação, o trabalho e a partilha de experiências.

Para desenvolver e atingir este objetivo geral tão amplo, definiram-se alguns objetivos específicos:

1 – Como membros de uma mesma família e participantes de um mesmo carisma, partilhar a experiência missionária para fortalecer nosso chamado através do encontro e a vida comunitária: tal objetivo foi realizado logo no primeiro dia, quando todos puderam partilhar um pouco de sua experiência missionária nos primeiros anos de consagração. 2 – Partilhar nossa experiência de missionários jovens e a vida em missão durante os diferentes momentos de encontro, estreitando laços de comunhão e fraternidade dentro da Congregação da Missão: este objetivo foi facilmente alcançado, devido à simpatia de todos e à boa vontade com que todos e cada um se prontificavam para a prosa amiga, a partilha fraterna e os momentos em comum, sempre regados com muita descontração e amizade. 3 – Como discípulos de Cristo, conhecer novos espaços de evangelização e de trabalho missionário, mediante a partilha para intensificar nosso amor ao trabalho e ao serviço dos mais pobres e necessitados: este objetivo foi alcançado através de várias reflexões sobre os pobres, sempre presentes no encontro, especialmente pela assessoria sobre a Campanha Mudança de Estruturas e também nas partilhas das experiências missionárias. 4 – Fortalecer o ecossistema da vida comunitária em nosso entorno e nos diferentes campos de missão, através da abertura, do conhecimento e da escuta de nossos irmãos para crescermos no chamado do qual somos participantes: objetivo alcançado pelas assessorias e, especialmente, pelo dia de passeio e confraternização, quando pudemos vivenciar pessoal e comunitariamente este ecossistema saudável a que somos chamados e do qual temos que ser realizadores. Mas, antes ainda do encontro, houve tempo para passeio e conhecimento da realidade. Tendo chegado alguns dias antes, junto com vários Coirmãos, a delegação brasileira pôde conhecer alguns lugares turísticos de Quito: 1. o monumento “La Mitad del Mundo”, onde passa a linha do Equador, a divisória do mundo em dois blocos: Norte e Sul, motivo de sofrimento para muitos pobres abandonados e de enriquecimento de uma pequena elite, senhora do mundo; ali é de se destacar a riqueza cultural dos indígenas equatorianos, mais de 20 comunidades com língua e cultura própria, tudo muito bem demonstrado num museu existente dentro do monumento, gratuitamente explicado por guias; 2. a “Virgen del Panecillo”, uma imensa imagem de Nossa Senhora, de 140 toneladas de ferro, erguida como a Virgem alada do Apocalipse, remontando também à fraternidade e à solidariedade dos espanhóis em relação aos pobres, a quem distribuíam, como obra de misericórdia, pão para saciar sua fome; 3. o “Casco Colonial”, o centro histórico da capital, que remonta ao século XVI e XVII, muito bem arquitetado, com suas muitas igrejas (cujas torres em sua maioria foram projetadas por um Coirmão francês, P. Pedro Bruni) e conventos, e todo o conjunto da administração do governo. Neste ponto, cabe destacar a “Calle de las Siete Cruces”, onde hoje se contam sete cruzes, mas onde antigamente havia sete pilares sagrados entre o Templo do Sol e o Templo da Lua, lugares por excelência de adoração dos antigos habitantes da região. Muita gratidão aos Coirmãos do Equador que nos possibilitaram este passeio e este show de cultura andina!

No dia 18, segunda-feira, primeiro do encontro, já na Casa Getsemani, das Filhas da Caridade, na Via de El Quinche, Km 35, deu-se início aos trabalhos do encontro. Depois das apresentações e boas-vindas de costume, presididas pelo P. Jair Vélez Duque, da Província da Colômbia e atualmente secretário executivo da CLAPVI, e das mensagens dos Visitadores presentes (P. Agnaldo Aparecido de Paulo – Rio de Janeiro; P. Pedro Rúbem Borda – Peru; P. José Luis García – Equador) houve várias apresentações, nas quais cada um pôde partilhar suas experiências ministeriais e trabalhos apostólicos. Como foi rico perceber a vitalidade e a variedade de nossa Congregação!

Algumas apresentações merecem um destaque especial, pela originalidade de seu serviço aos pobres e pela fidelidade criativa como estas formas de apostolado são exercidas. Visitamos, por fotos e pela partilha dos Coirmãos, as missões junto aos indígenas em Honduras-Nicarágua, uma experiência interprovincial muito significativa, com Padres da Colômbia, da América Central e da Espanha. Um dos Coirmãos, P. Samuel Finley, testemunhou, com simplicidade e convicção missionária, seu amor pelas missões nesta região de florestas e seu receio de que seja transferido deste lugar, ao qual se entrega com entusiasmo e dedicação aos pobres, indo à cidade apenas três vezes ao ano, quando tem acesso às tecnologias e às comodidades da vida urbana. Também é importante destacar a missão junto aos indígenas do México, árduo trabalho junto às populações que vivem em florestas e em regiões marcadas pelo cultivo de drogas e extração de madeira. P. Juan García, em sua partilha, nos tocou o coração dizendo da importância de se descobrir a presença do “Deus Pobre” junto dos pobres, através da solidariedade e da presença amiga, acolhedora e gratuita. Por isso, apoiados por leigos e lideranças locais, estes Coirmãos se desdobram para se fazer presença solidária junto aos pobres e sofredores. Viajando por rios e florestas, a presença vicentina ilumina a vida dos preferidos de Deus, a quem somos enviados! Outras experiências apresentadas foram os trabalhos em paróquias, centros sociais, seminários e colégios. As Províncias do Peru e de Porto Rico apresentaram suas paróquias, destacando os grupos paroquiais e a preocupação que têm com a assistência social, como é o caso da Villa Paúl, construída para assistir e abrigar muitos atingidos pelos últimos terremotos no Peru.

No que tange à experiências na formação do Clero, a Província de Porto Rico partilhou a tentativa de se colocar no papel (e na prática, consequentemente) o projeto de formação tanto para os seminários como para a Pastoral Vocacional. A Província da Colômbia partilhou seu trabalho no seminário da Diocese de Santo Domingo de los Colorados no Equador, cuja equipe, composta por cinco Coirmãos, tem três Padres jovens, um, inclusive, recém-ordenado. Neste seminário, os Coirmãos jovens assumem a reitoria, a direção dos estudos do propedêutico, da filosofia e da teologia, a formação e o acompanhamento dos seminaristas.

Os Coirmãos da Venezuela, de Curitiba e do Equador apresentaram, em linhas gerais, suas Províncias e suas obras, destacando-se colégios e paróquias. Especificamente, o Equador manifestou muita alegria pela nova Missão-Paróquia assumida, Imantag, onde o próprio Visitador é pároco. À PBCM coube apresentar, junto com nossa história e elementos de nosso planejamento provincial, as experiências de trabalho em projetos sociais, no Santuário do Caraça, na Missão-Paróquia do Vale do Jequitinhonha, no Instituto São Vicente de Paulo e na Paróquia de Contagem.

No dia 19, terça-feira, segundo do encontro, após a Celebração Eucarística animada pelos Coirmãos do Peru, nos reunimos para a primeira conferência: “As Virtudes Vicentinas e as Bem-Aventuranças”, conduzida pelo P. Humberto Aristizábal, da Província da Colômbia, formador no seminário de Teologia. Logo de início, nos detivemos na leitura de textos bíblicos e da conferência de São Vicente de 22 de agosto de 1659, sobre as virtudes e as máximas evangélicas. Em seguida, partilhamos sentimentos e intuições a partir da leitura. O trabalho seguinte, feito em grupos, levou-nos a refletir sobre as virtudes no pensamento do Santo Fundador e sua relevância para nossa vida atualmente.

As partilhas foram muito ricas, especialmente apontando para a importância da vivência das virtudes em nossa vida cotidiana, em vista de nossa realização humana e vocacional e de nossa missão junto dos mais pobres. Virtude a virtude, fomos contemplando a vontade de Deus a nosso respeito, especialmente na ótica da configuração à pessoa de Jesus Cristo, fomos nos motivando para uma vida comunitária mais saudável, acolhedora e humanizadora e nos deixamos ser impulsionados para uma missão cada vez mais criativa e ousada. É de se destacar a relação que o conferencista fez, em sua explanação, das virtudes com as bem-aventuranças de Mateus. Para ele, simplicidade é pureza de coração, honestidade e integridade pessoal, deixando de lado toda duplicidade e desonestidade existencial. Humildade é pobreza de espírito, reconhecimento da grandeza de Deus e da própria limitação e fragilidade; é dependência e não autossuficiência; é não simplesmente um ato de aniquilamento, mas um reconhecimento da fragilidade pessoal e abertura para Deus. Mansidão é, claro, a mansidão bíblica, o deixar-se ser tocado, a força das relações humanas e da compreensão de uns pelos outros. Mortificação é ter fome e sede de justiça; é uma opção que se faz, não uma necessidade da qual não se pode escapar; é privar-se em benefício do bem comum; é privar-se para ser capaz de doar-se mais e fazer de sua vida um dom de amor e de justiça para os irmãos e irmãs. Zelo é promoção da paz, é capacidade de estabelecer, no amor, novas relações que constroem uma nova sociedade. Na noite deste dia dedicado às virtudes vicentinas, reunimo-nos para cantar as maravilhas de Deus realizadas na vida da Virgem Maria. Em torno de uma fogueira, celebramos a “fogata”, a oração do terço meditado e cantado entre irmãos. Bela experiência espiritual e mariana, que nos uniu especialmente ao povo de Deus e nos aproximou do próprio Jesus, já que, louvando sua Mãe, pedimos a fidelidade ao seguimento como discípulo e a graça da perseverança fiel em todos os momentos de nossas vidas e de nossas províncias!

O terceiro dia do encontro, dia 20, quarta-feira, foi dedicado à fraternidade e à convivência. Depois da celebração da Eucaristia, presididos pelos Coirmãos da Província de Porto Rico, que trabalham na República Dominicana, saímos todos em três carros e uma van para o passeio comunitário, tempo especial de enriquecimento cultural e de partilha de vida e amizade. Visitamos, como uma comunidade de irmãos que se querem bem, Otavalo, concentração de roupas e tecidos, onde pudemos contemplar a beleza e a arte têxtil deste país andino. E, claro, comprar algumas “coisitas”! Depois, visitamos Ibarra, linda região de lagos, onde também almoçamos em um elegante restaurante, e ainda Imantag, uma das Missões-Paróquia dos Coirmãos do Equador. Nela, fomos recebidos por um grupo de catequistas e crianças que nos brindaram com duas músicas entoadas em “Kichua”, uma das mais importantes línguas indígenas do país. Lugar humilde, rural e simples, com igreja escura e pesada, adornada com altares dedicados às dores do Senhor e de sua Santa Mãe, vê-se no rosto das pessoas sua pobreza e carência. Na igreja, ainda há marcas de um terremoto não muito distante; no olhar das pessoas, o sofrimento solidário com a cruz de Cristo.  Um convite à missão! Convite este atendido pelos Coirmãos, especialmente pelo próprio Visitador, que é pároco deste lugarejo, e por um Coirmão de votos que se prepara para receber brevemente seu diaconato. Vale destacar deste dia alguns fatos: primeiro, a bondade das pessoas e sua simplicidade. Com alegria, aceitaram tirar fotos com os “padrecitos” do Brasil e dos vários outros países. Outro fato a ser destacado é a alegria dos Coirmãos e a disposição de todos para o convívio fraterno e alegre. Especialmente, nosso Diácono Vanderlei, cujo nome era impronunciável pelos Coirmãos de língua espanhola, animou a festa, pela originalidade de seu ministério diaconal (tinha-se a impressão de que nunca ninguém tinha visto um diácono) e por sua inigualável simpatia, sempre muito requisitado, brindado e lembrado por todos. Inclusive, até houve o comentário de que ele não deveria ser ordenado padre, para garantir em todos os encontros de CLAPVI sua amável presença diaconal… Ao final da noite, fomos ao Santuário da Virgem Maria de El Quinche, onde, muito bem recebidos por um Missionário Oblato, ficamos conhecendo a história da Igreja e desta devoção tão importante para o país. Inclusive, nos surpreendemos quando o Padre nos disse que, por dia, ali são celebradas 7 missas e, aos domingos, 15. Além do impacto desta notícia, ficamos impressionados com a beleza e grandiosidade do templo, cujo altar, resplandecente como ouro e portentoso como uma fortaleza medieval, convida a todos para uma prece silenciosa ao Deus de toda glória e honra, Senhor do céu e da terra. Andando pelo corpo da igreja, para contemplar as pinturas das paredes e das colunas, sobre madeiras pouco compactas, escutávamos nossos próprios passos, deixando ecoar em nossos corações a certeza da companhia de Deus, Senhor do Equador e do mundo. Numa sala reservada, adornada com pinturas e a bandeira de todos os países da América, atrás do magnífico e portentoso altar, por bondade do Padre que nos acolheu, apesar do avançado da hora, veneramos, piedosamente, em nome de toda a Congregação, e nós, especialmente também em nome da PBCM, a santa imagem da Virgem, deixando-lhe aos pés, moldados no século XVI, nossas orações e preces. No livro de recordações, depositado num altar próximo à imagem, ali deixamos o registro de nossa visita e nosso pedido de bênçãos à Santa Mãe de Deus.

No quarto dia de nosso encontro, dia 21, quinta-feira, o dia brasileiro, as atividades começaram com a Celebração Eucarística, animada pela delegação do Brasil: uma experiência bilíngue muito bonita, pela qual, em espanhol e em português, cantamos os louvores de Deus e nos motivamos ao encontro com os irmãos e com Deus, em vista da antecipação do Reino de Deus já para nosso tempo. Os estudos do dia, dedicado à “Campanha Mudança de Estruturas”, foram dirigidos pelo P. Agnaldo Aparecido de Paula, que nos apresentou a história das campanhas internacionais da Família Vicentina, desde o mandato do Padre Maloney, e as especificidades desta campanha atual, dando especial espaço para a partilha e a revisão de vida pessoal, comunitária e provincial. Em sua explanação, endossou as razões pelas quais as estruturas devem ser mudadas, apresentando fundamentos de ordem sociológica, política e econômica e, sobretudo,  fundamentos de ordem teológica, bíblica e vicentina. A partir destas intuições, reforçou a ideia de que mudar as estruturas é projeto de Deus e dever dos cristãos, dever decorrente da fé na Encarnação e da acolhida do plano salvífico de Deus para o mundo. Num momento seguinte, em grupos, houve o estudo das estratégias para a mudança de estruturas: estratégias orientadas para a missão; estratégias orientadas para as pessoas; estratégias orientadas para as tarefas; estratégias orientadas para a corresponsabilidade, a formação de redes de relacionamentos e a ação política. De maneira mais sistemática e com os textos próprios, cada grupo pôde aprofundar uma estratégia, especialmente refletindo sobre sua vida pessoal, provincial e missionária e as consequências concretas de se pensar e pensar a Congregação e a missão a partir deste eixo norteador da Campanha. Também merece destaque neste dia a visita que nos fizeram algumas Filhas da Caridade: esteve rapidamente conosco Ir.  Eliana, Conselheira Geral da Companhia, nascida em Cuba e atualmente responsável pelos países latino-americanos de língua espanhola, a Visitadora e a Assistente Provincial do Equador. Presença amiga e solidária, nossas Irmãs nos incentivaram à fidelidade e à missão, particularmente nos lembrando dos muitos pobres que esperam nossa presença e nosso serviço. “Nos olhos de vocês – disse a Irmã Conselheira Geral – vejo uma multidão de pobres que nos olham esperando uma palavra amiga, uma presença reconfortante, um serviço de libertação!” À noite, reunidos como uma única comunidade e preocupados com a constatação de que, segundo o Superior Geral, “a maior província da Congregação é a província dos ausentes”, nos encontramos para partilhar nossas primícias ministeriais e nossas dificuldades. Ademais, todos manifestamos a preocupação e a tristeza pela saída de tantos e tantos Coirmãos em todas as nossas Províncias e nos questionamos sobre nossa própria permanência na Comunidade e sobre os desafios que temos enfrentado em todos os níveis da vida e da missão. Encontro profundo e denso, embora desgastante e deprimente, serviu-nos para que exercitássemos, pela escuta, o serviço da fraternidade e a atenção devida a cada Coirmão.

 O último dia do encontro, sexta-feira, dia 22, foi, de fato, um fechamento com chave-de-ouro. Após a lectio divina, coordenada pelos Coirmãos da Missão Interprovincial de Honduras, fomos conduzidos na reflexão pelo P. José René Mancilla, Coirmão da Colômbia que trabalha em um seminário diocesano no Equador, e tivemos a oportunidade de revisitar o Documento de Aparecida na perspectiva do discipulado e da missão. Sua conferência, “O encontro com Jesus Cristo gera o discipulado; o encontro com os irmãos suscita a missão”, nos levou a refletir e avaliar nossa decisão por Jesus e nossas atitudes como discípulos. Muito bem embasado, nos ajudou a perceber as exigências do encontro com Deus e com os irmãos, encontro este que exige de nós atitudes claras e coerentes com o Evangelho.

Lendo Aparecida pela chave do encontro, no que tange à experiência de Deus, retomou a ideia da originalidade do encontro com Jesus Cristo: não somos nós que escolhemos, mas somos escolhidos; não somos convocados por algo, ideologia ou ideário ético, mas por Alguém, que nos convoca para si e, só depois desta experiência de proximidade, nos envia à missão. No específico da missão, apresentou-a na ótica da vocação batismal, que faz da missão um dom de Deus para os chamados, e da decisão pessoal, que é a contrapartida humana através do acolhimento e da aceitação de um processo contínuo de formação e de desenvolvimento integral do ser humano.

Ao final do dia, fomos ao Oásis Marillac, casa das Filhas da Caridade idosas da Província, ao lado da casa de encontros: um lindo e aconchegante lugar para passar os tempos da maturidade vocacional dedicados à contemplação de Deus e do caminho pessoal e comunitário de fidelidade. Ali celebramos a Eucaristia de encerramento de nosso encontro, presidida pelo P. José Luis García, Visitador da Província do Equador. Junto de nossas Irmãs, agradecemos a Deus a bênção do encontro, a acolhida tão calorosa e a bondade dos Coirmãos do Equador, os estudos feitos e, especialmente, o fortalecimento de nossos laços congregacionais, pela amizade cultivada, a vida partilhada, as orações celebradas e a convivência intensa e fraterna.

Em seguida, após o jantar, e como último ato de nosso encontro, tivemos uma noite folclórica, iniciada por uma dança típica de Honduras, encabeçada pelo P. Samuel Finley, que conseguiu de improviso uma bailarina equatoriana para seu par. Depois, pelas apresentações de um grupo folclórico, contemplamos belezas culturais do Equador: “Guasipichai”, uma representação de como eram construídas as casas antigamente; Saramamaia , o baile do milho; e a “Fiesta Mestiza”, recontando histórias de disputas e vitórias. Sob a proteção da Virgem Maria, Senhora das Graças e Mãe da Companhia, Senhora de El Quinche, cuja imagem filialmente veneramos durante o encontro, depositamos nossos agradecimentos a todos os que nos permitiram e possibilitaram esta experiência tão enriquecedora! Que Deus abençoe a todos!